Jairo e Moisés conquistaram dez votos, contra cinco da oposição. A promessa é de um governo de união e diálogo em prol da cidade
Gilmar Estevam/DS Pela segunda vez na história da cidade e sete décadas depois, a Câmara de Vereadores de Tubarão elege os novos prefeito e vice-prefeito de Tubarão. Na noite de ontem, a Cidade Azul voltou a ter um governo efetivo, depois de quase seis meses de interinidade. Jairo dos Passos Cascaes (PSD) foi eleito prefeito, com Moisés Nunes (PP) de vice.
A chapa vencedora teve dez votos, contra cinco da chapa que tinha José Luiz Tancredo (MDB) como candidato a prefeito e Denis da Silva Matiola (PSDB) como vice.
A votação transcorreu sem grandes surpresas e até mesmo o número de votos (e os seus vereadores) confirmou o que havia sido previsto nos últimos dias.
Jean Abreu, Eraldo Pereira, Fabiano do Sertão, Luciane Tokarski, Maurício da Silva, Nilton de Campos, Valdir Barba e Zaga Reis, além de Jairo Cascaes e Moisés Nunes, foram os dez votos. Dorli Rufino (Lico), Felippe Tessmann, Thiago Zaboti, além de José Luiz Tancredo e Denis Matiola, foram os outros cinco votos.
Representante da ala governista, a chapa de Jairo e Moisés defendeu união em torno do momento delicado que o município atravessa desde o dia 14 de fevereiro, quando o então prefeito Joares Ponticelli (PP) e o então vice-prefeito Caio Tokarski (União) foram presos na deflagração da terceira fase da Operação Mensageiro. Em julho, eles renunciaram aos cargos e foi dado início ao processo de eleição indireta.
Já os representantes do que se considera a oposição trouxeram nos discursos as palavras mudança, transparência, redução de gastos e enxugamento da máquina pública.
O tom respeitoso, até entre os adversários, foi a tônica da eleição, mesmo com discursos opostos. Em cada voto, nominal e com justificativas, os edis enfatizaram a união e o apoio entre prefeito e vereadores.
Mandado e impugnação pedidos e negados
Dois mandados de segurança protocolados ontem pelo advogado João Marcelo Fretta Zapellini foram negados, respectivamente, pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) e pelo Poder Judiciário, e com isso foi confirmada a realização da eleição suplementar indireta na Câmara de Vereadores de Tubarão.
Assinada pelo juiz Antônio Carlos Ângelo (Poder Judiciário), a decisão destaca que “o impetrante não comprovou a protocolização e consequente indeferimento do registro de candidatura, no prazo findado no último dia 4, perante o Legislativo municipal”. O mérito sequer foi analisado.
Já a decisão do juiz Sebastião Ogê Muniz (TRE) apresentou o processo extinto “por incompetência absoluta da Justiça Eleitoral para apreciar a matéria”.
A principal alegação da ação era de que o prazo excepcional de desincompatibilização de 24 horas após a publicação do edital de convocação da eleição seria irregular. O advogado sustentou que deveria valer o prazo comum da legislação eleitoral, de seis meses.
Na Câmara
Um pedido de impugnação do registro de candidaturas também foi votado ontem. O encaminhamento do pedido de autoria de Adilson Cardoso Nunes era contra Jairo Cascaes. Por dez a cinco foi negado.
Joares e Caio foram presos e renunciaram
Joares Ponticelli e Caio Tokarski foram presos em 14 de fevereiro pela Operação Mensageiro.
Joares teve sua prisão preventiva revogada no dia 29 de junho - tendo que cumprir medidas cautelares. Já Caio permanece detido, no Presídio Regional de Criciúma.
Ambos renunciaram aos seus cargos em 10 de julho, dando início ao processo de eleição indireta que agora está concretizado, com Jairo Cascaes e Moisés Nunes cumprindo o mandato-tampão até dezembro do ano que vem.