O prefeito de Gravatal, Edvaldo Bez de Oliveira (MDB), teve as contas relativas a 2017 rejeitadas na última sessão da Câmara de Vereadores. Foram seis votos pela rejeição e apenas três pela aprovação. A votação foi contrária a recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SC), que orientava pela aprovação.
De acordo com o presidente da Casa, Adilson Rafael Mendes (PP), o Soca, a análise indicou contabilização indevida de R$ 2.066.378,51 e déficit de execução orçamentária consolidada de R$ 1.403.386,53. O parecer, segundo ele, foi assinado por Diogo Ringenberg.
Ele disse que foi um dos que votou pela rejeição das contas não apenas por este motivo, mas também por outras irregularidades apuradas, como o repasse do duodécimo em 2017 com valores menores. O vereador também disse que a Câmara pretende instaurar duas CPIs para apurar casos como a licitação do lixo e a contratação da empresa Esgotex. “Está sendo, inclusive, investigada pelo Ministério Público”, alerta.
O caso agora segue para o Tribunal de Contas, Ministério Público e Justiça Eleitoral. “Pretendemos pedir o afastamento do prefeito e, quem sabe, até sua cassação”, pontua.
O prefeito Edvaldo Bez de Oliveira disse ontem que ainda não havia recebido nenhuma correspondência informando sobre a rejeição das contas e que, tão logo a receba, irá se reunir com a Procuradoria Jurídica para avaliarem o caso e as medidas a serem tomadas.