Considerado o terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina, e a quarta causa de morte de mulheres pela doença no Brasil, o câncer do colo do útero pode ser prevenido.
Neste mês, chamado de Março Lilás, busca-se conscientizar sobre os casos. Segundo a médica oncologista do HNSC, Eloisa Lucia Acorsi, a grande maioria dos episódios está associada à infecção pelo HPV (Papilomavírus Humano).
A evolução para câncer é lenta, por isso que o rastreamento e a prevenção são tão importantes, já que os exames permitem a detecção precoce de lesões que podem evoluir para câncer, se não tratadas adequadamente. Como a doença é assintomática em seu estado inicial, é fundamental passar com o ginecologista anualmente para avaliação e para fazer os exames de rastreamento, que devem ser iniciados a partir dos 25 anos e repetidos conforme orientação médica.
“O Papanicolau é um exame simples, de fácil acesso, e de extrema importância na vida da mulher. Mediante alterações no Papanicolau, o médico vai solicitar um exame mais específico para visualização e análise do colo do útero, que se chama colposcopia, com a realização de biópsia da região alterada”, explica.
egundo a médica, em estágios um pouco mais avançados da doença, as pacientes podem ser submetidas a quimio, rádio e braquiterapia. “Quando a doença é metastática e atinge outros órgãos, pode ser realizado quimioterapia. O tratamento depende muito do grau de invasão, podendo ser necessário realizar a retirada total colo uterino, ou ainda a retirada total do útero e do colo do útero”, completa Eloisa.
Cuidados e vacina
A principal forma de prevenção do câncer de colo do útero é a vacina contra o HPV (disponível para meninas de nove a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos), podendo prevenir 70% dos cânceres de colo do útero e 90% das verrugas genitais. Outra forma de prevenção é o uso de preservativos durante a relação sexual. Além do exame preventivo (conhecido como Papanicolau).