Encontro na Alesc reuniu poder público e especialistas para discutir medidas
A Comissão de Defesa Civil e Desastres Naturais da Alesc realizou uma audiência pública para discutir os planos e ações das Defesas Civis estadual e municipais diante dos impactos climáticos previstos em razão do El Niño.
O objetivo foi fortalecer a integração entre os entes públicos, permitindo que os municípios tenham acesso a informações atualizadas sobre os prognósticos climáticos, protocolos de prevenção, elaboração de planos de contingência, fluxos de comunicação, acesso a recursos emergenciais e medidas prioritárias de mitigação.
A audiência ocorre em um momento de atenção redobrada. Conforme dados apresentados pela Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil, há probabilidade superior a 80% de formação do fenômeno entre julho e agosto deste ano, com possibilidade de intensificação ao longo da primavera e do verão.
Durante a audiência, o meteorologista Leandro Puchalski explicou que no Sul do Brasil a principal consequência costuma ser o aumento dos volumes de chuva, especialmente entre a primavera e o início do verão.
“Isso não significa que vai chover continuamente ou que todas as regiões serão atingidas da mesma forma. A definição das áreas mais afetadas depende das previsões de curto e médio prazo, que precisam ser acompanhadas constantemente.”
Representando a Federação Catarinense de Municípios (Fecam), o consultor em Defesa Civil Márcio Luiz Alves ressaltou que a preparação da população é uma das principais medidas para reduzir os impactos de possíveis desastres.
“Quem enfrenta o primeiro impacto de um desastre é a própria comunidade. Por isso, orientar as pessoas é fundamental. Também é importante que os municípios realizem a limpeza de rios, valas e sistemas de drenagem para facilitar o escoamento da água e reduzir os riscos de alagamentos.”