Uma história de vencedor aos dez anos. O tubaronense Luan Matos Camilo Tartari nasceu com uma malformação congênita e precisou amputar a perna esquerda ainda bem novinho. Agora, depois de todos os desafios já enfrentados, ele se recupera da primeira etapa de uma cirurgia complexa na coluna.
De acordo com o pai de Luan, Robert, o procedimento era bastante aguardado. “Com sua malformação, com o crescimento dele, sua coluna foi ficando com escoliose. Por isso, ele foi submetido à cirurgia”, fala o pai.
Robert comenta que o procedimento durou quase 10 horas. “Fizeram apenas uma parte dele, onde foram colocados implantes ósseos. Agora ele se recupera para dar seguimento”, diz o pai.
Antes de irem para a cirurgia, os pais de Luan contaram com a ajuda de doações para os custos da viagem e para se manterem no local com o filho. “Queremos agradecer a todos que nos auxiliaram. Foi o suficiente para que nos ajudasse a ficar perto dele”, diz Robert.
Luan ficou conhecido nacionalmente quando um professor, durante a pandemia, fez uma surpresa ao menino. Nas aulas de flauta, o menino estava muito preocupado de não conseguir tocar o instrumento. Quando o professor de música Miguel Júnior anunciou que faria aulas adaptadas para todos e tocou a flauta somente com uma mão.
Além da música, Luan tem uma primeira paixão: o futebol. Com uma das pernas amputadas, o pequeno gosta de ser goleiro, é corintiano fanático e sempre acompanha os jogos do time. Sua disciplina favorita é educação física. A família explica que, mesmo com a malformação, o garoto nunca deixou de
fazer o que gosta.