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RAMIRES LINHARES

13/05/2026 06:00

Fora da curva

Bom dia, boa tarde, boa noite, conforme a ocasião.

A gente que convive com gente diferente, vez ou outra encontra, nos caminhos da vida, pessoas especiais, aquelas que marcam, as que definimos como “fora da curva” ou algo assim.

São os que que carregam dentro de si uma pequena sala iluminada e entram ali sempre que o mundo faz barulho demais. Não falam em voz alta, mas conversam consigo mesmas como quem acende uma lamparina no escuro: ordenam pensamentos, ajeitam emoções. O diálogo interno, nelas, é quase uma oração.

Curioso é que essas mesmas almas costumam rir forte. Um riso vivo, inteiro, que parece aliviar o ar ao redor. Riem porque entendem que a vida é cheia de ironias e decifrá- las também é uma forma de sabedoria. O humor lhes cai como chuva boa.

Esses seres gostam da solidão, não por desamor ao mundo, mas porque ali o tempo desacelera. No silêncio escutam as próprias marés internas; na ausência de vozes, encontram caminhos que só podem ser vistos quando nada as distrai. A solidão, para elas, é porta, não parede.

Guardam uma abertura rara. Quando são contrariadas, não erguem muralhas: respiram. Quando algo desafia suas certezas, ampliam o horizonte em vez de estreitá-lo. Sabem que a verdade costuma vir acompanhada de vento e que é preciso deixar o vento passar.

Outra delicadeza: observam tudo. O gesto que hesita, o pássaro que muda o rumo, a palavra que cai torta. Para elas, o detalhe é bússola. E quem segue uma bússola não se perde fácil.

Por fim, têm um talento quase invisível: transformam dor em movimento. Problemas não as paralisam e sim provocam nelas uma vontade paciente de solução. Encaram cada dificuldade como um enigma que veio ao mundo para ser decifrado.

O fato é que gente assim nem precisa de nome, de teste, de título. Até o modo como caminham as torna inteligentes. São almas que veem longe porque primeiro aprenderam a ver para dentro. E quem vê para dentro, ilumina o caminho.


Café
No primeiro dia em que eu tomei café sem açúcar, eu descobri que não gosto de café.

Análise da música
Cheia de manias (Transtorno obsessivo compulsivo)
Toda dengosa (Depressão)
Menina bonita, sabe que é gostosa (Narcisismo)
Com esse seu jeito faz o que quer de mim (Borderline)
Domina o meu coração (Sociopatia)
Dididididi-iê, Dididididi-iêêê (Gagueira)

Papo de filho
- Mãe, não aguento mais. Em todo lugar que chego o pessoal fica só me chamando de perdido, distraído, avoado.
- Sua mãe mora na terceira casa...

Marido
- Eu só queria saber uma coisa: por que depois do casamento é a mulher que tem que fazer as refeições?
- Porque é lei.
- Que lei é essa?
- Tá lá no Código Penal: todo prisioneiro tem direito a pelo menos duas refeições diárias.
 

Tri
A querida Tatiane dos Santos Leal, diretora de TI da Fundação InoversaSul, fera na profissão, mãe dedicada e triatleta, celebra hoje mais um ano de vida. Parabéns!
 


A jornalista Letícia Zanetta de Matos, grande amiga, recebe muitos abraços hoje, pelo seu aniversário. Parabéns, querida! 
 

Dura
O amigo Haroldo de Oliveira Silva, o Dura, comandando o seu Entrevista Tubá, com o senador Esperidião Amin e participação do vereador Maurício da Silva.


Frase solta, que deveria estar presa:
“Aquilo que você não consegue controlar não deve te perturbar.”

Diário do Sul
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