A Petrobras vai aumentar o preço da gasolina e do diesel a partir de hoje para as distribuidoras. Nas bombas, o consumidor deve encontrar um aumento em média de R$ 0,35 na gasolina e R$ 0,71 no litro do diesel, segundo o presidente do Sindópolis (Sindicato de Comércio Varejista de Combustíveis Minerais de Florianópolis), Vicente Santanna Neto.
Para a gasolina, o aumento vai ser de R$ 0,41 por litro na distribuidora. O preço médio da gasolina sem mistura subirá para R$ 2,93 nas refinarias, o que configura um aumento de 16,3%. Os preços da gasolina não eram reajustados desde 1º de julho.
Segundo a Petrobras, considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina e 27% de etanol anidro na composição comercializada nos postos, a parcela da estatal no preço ao consumidor será, em média, R$ 2,14 a cada litro vendido na bomba.
No caso do diesel, a alta será de R$ 0,78 por litro. O valor médio passará para a R$ 3,80, uma alta de 25,8%. A petroleira informou que o preço do combustível ao consumidor será, em média, R$ 3,34 a cada litro vendido na bomba. Os preços do diesel não eram reajustados desde 17 de maio.
Segundo Vicente, os valores ao consumidor final dependem do valor também que chegará o anidro às refinarias. “Como o Brasil ainda depende do mercado externo para o refino do combustível, devemos ter estes impactos”, pontua. “Como os preços estão defasados, o valor do aumento pode até se equiparar ao das distribuidoras para as bombas em alguns lugares. Mas, em média, acredito que fiquem naquela margem de R$ 0,35 para a gasolina e R$ 0,71 para o diesel”, reforça.
Petrobras esclarece sobre política de preços
A Petrobras esclareceu que a nova política de preços da empresa “incorpora parâmetros que refletem as melhores condições de refino e logística da Petrobras na sua precificação”.
Segundo a empresa, “em um primeiro momento, isso permitiu que a empresa reduzisse seus preços de gasolina e diesel e, nas últimas semanas, mitigasse os efeitos da volatilidade e da alta abrupta dos preços externos, propiciando período de estabilidade de preços aos seus clientes”.
A companhia ressalta que, “no entanto, a consolidação dos preços de petróleo em outro patamar, e estando a Petrobras no limite da sua otimização operacional, incluindo a realização de importações complementares, torna necessário realizar ajustes de preços para ambos os combustíveis, dentro dos parâmetros da estratégia comercial, visando reequilíbrio com o mercado e com os valores marginais para a Petrobras”.
Na avaliação da companhia, a nova política de preços evita repassar aos consumidores a volatilidade conjuntural do mercado internacional e da taxa de câmbio, ao mesmo tempo em que preserva um “ambiente competitivo salutar nos termos da legislação vigente”.