Grupo Doutores da Alegria de Braço do Norte visitou pacientes acamados nas próprias casas, em São Ludgero
Com o objetivo de levar alegria e mais humanização, os integrantes do grupo Doutores da Alegria, criado em Braço do Norte no ano de 2018, acompanhados por profissionais da secretaria da Saúde, visitaram alguns pacientes acamados em São Ludgero.
Durante as visitas aconteceram orações, conversas, cantos, entregas de lembranças e também a prática de ouvir os pacientes. A proposta do grupo é levar alegria e amor onde existe tristeza e dor. A maior retribuição, segundo os integrantes, é conseguir sorrisos das pessoas visitadas que estão passando por momentos difíceis.
O grupo já conta com 30 integrantes voluntários, que estão subdivididos em quatro turmas. Pessoas de diversas áreas profissionais, como professores, engenheiros, analistas, empreendedores, supervisores de indústrias, entre outros. As visitas acontecem semanalmente aos pacientes do Hospital Santa Teresinha.
“Nosso objetivo é similar a outros grupos que foram criados e estamos felizes por estar dando certo. Estamos conseguindo fazer com que as pessoas em situação difícil voltem a sorrir e esqueçam um pouco da situação que estão enfrentando”, pontuam alguns integrantes do grupo.
Para a enfermeira e coordenadora da atenção básica em São Ludgero, Mislene Sarzana, e a secretária da Saúde, Morgana Rech da Silva, o trabalho voluntário desenvolvido pelo grupo contribui no sentido de levar esperança de dias melhores e reacender a vontade de sorrir e de viver.
“Foi uma experiência positiva e marcante para as pessoas acamadas, famílias, profissionais da saúde, todos os envolvidos. Nossa gratidão ao grupo Doutores da Alegria por aceitarem o convite”, enfatizam.
Como surgiram os grupos
O Doutores da Alegria existe em todo o país, e é um grupo mobilizado, a partir da sociedade civil que integra, para levar humor, arte profissionalizada, acervo de conhecimentos e muita alegria para pessoas internadas em hospitais, bem como aos seus familiares e às equipes de saúde. Esta instituição nasceu da experiência de uma organização similar, a Clown Care Unit, de Nova Iorque, fundado por um palhaço dos Estados Unidos, Michael Christensen, em 1986, quando, em um evento num dos hospitais nova-iorquinos, ele decidiu incluir em suas brincadeiras crianças que não podiam se deslocar até o espaço escolhido para a festa.