Bom dia, boa tarde, boa noite, conforme a ocasião.
O Dr. Abraham Maslow, psicólogo americano, pesquisou, estudou e publicou em 1943 um famoso estudo sobre as necessidades humanas. Em forma de pirâmide, até hoje reproduzida em diversas disciplinas nas faculdades do mundo todo, Maslow ordenou as necessidades do homem para viver bem. Fisiológicas primeiro, seguidas de segurança, estima, reconhecimento, autorrealização, nesta ordem.
Mas será que a pirâmide de Maslow ainda está de pé? Ou a gente conseguiu bagunçar o que parecia bonito, organizado, tranquilizador?
A proposta era que subíssemos na vida como numa escada. Primeiro o prato de comida, depois o teto, depois os afetos, depois o respeito e, só lá no alto, quando tudo estivesse resolvido, a gente procuraria o sentido de existir, a aprovação, a realização.
Hoje acordamos e, antes mesmo de tomar café, já verificamos se alguém nos viu, curtiu, respondeu, aprovou. Ainda nem resolvemos plenamente as necessidades básicas, o sono, o xixi, o pão com manteiga, o trabalho, e já estamos tentando resolver algo que, teoricamente, ficaria lá no topo da pirâmide, o reconhecimento.
Maslow imaginou que primeiro sobreviveríamos, depois pertenceríamos e, só então, nos realizaríamos. Hoje, nós tentamos fazer tudo ao mesmo tempo. E geralmente cansados.
Nunca tivemos tanto conforto material. A comida chega por aplicativo, a informação cabe no bolso, o mundo inteiro cabe numa tela e, ainda assim, cresce uma sensação estranha de insegurança.
Nada é suficiente, nada está no ritmo certo, nada está onde deveria.
Talvez porque surgiu uma necessidade que Maslow não conseguiu prever: descansar da própria mente.
Ou demos contornos diferentes à necessidade do pertencimento. Esta até pode ser que Maslow previu, mas ela era facilmente resolvida com família, vizinhança, comunidade, rotina. Hoje não mais. Temos centenas de contatos e pouquíssimas presenças; conversamos com todos e não nos sentimos vistos por ninguém; sabemos o que uma tal de Virgínia passa no rosto, mas não sabemos o nome do vizinho do apartamento ao lado.
Talvez por isso a autorrealização tenha deixado de ser um sonho distante e virado uma cobrança diária. Não basta viver, é preciso amar o que se faz, ter propósito, impactar o mundo, ser produtivo, ser magro, evoluir, inspirar, prosperar e, se possível, sorrir enquanto tudo isso acontece.
Estamos tentando morar no topo da pirâmide sem terminar de construir a base.
Lapidar
Feliz daquele que desistiu de mudar os outros e investiu seu tempo lapidando a si mesmo.
Roubo
Ontem ali na padaria ouvi um papo entre dois caras meio estranhos. Um deles estava dizendo, bastante animado:
- Hoje à noite vou pegar a cadela da Luana!
Então, Luana, se você está lendo isso, por favor se previna, deixe sua cachorra presa essa noite. Tá avisada.
Cala boca
Quer mandar alguém calar a boca de forma mais fina?
Então diga: Sugiro a suspensão imediata de sua manifestação sonora.
E para aquele raivoso “vai tomar no ...”?
Diga: Desejo-lhe uma imersão profunda em regiões anatômicas pouco iluminadas!
Celebrando
A primeira dama de Capivari de Baixo, Thayse Izidro, ainda celebrando o aniversário, recebendo o carinho do marido,
Claudir. Parabéns!
Karen rosa
A minha amiga Karen Rosa, que celebra no domingo mais um ano de vida, com muita música e incomparável talento. Parabéns, querida!
Lena silvério
Domingo é dia de cantar parabéns para essa mulher admirável. Parabéns, amiga Lena Silvério!
Data querida
Jaqueline Chemale, senhora Gerson Bittencourt, de aniversário hoje, celebrando com a família e os amigos. Parabéns, querida!
Frase solta, que deveria estar presa:
“O homem explora o homem, mas, às vezes, é o contrário.”