Bom dia, boa tarde, boa noite, conforme a ocasião.
Pode ser que ainda haja algum confete preso aí no seu cabelo, uma serpentina esquecida na calçada, um samba tocando distante, insistindo em não acabar. Até ontem havia risos sobrando no ar, alegria gratuita imperando nos encontros, limites sendo testados e ultrapassados, como se o tempo tivesse sido suspenso por alguns dias. O Carnaval é uma espécie de acordo coletivo para não pensar muito no depois.
Mas o depois sempre chega.
E a Quarta-feira de Cinzas chegou. Amanheceu discreta. As ruas acordaram mais cedo do que os foliões, e igrejas abrem as portas com outro tipo de convite. Onde antes havia brilho, agora há pó. Onde o corpo pedia dança, a consciência pede silêncio.
As cinzas de hoje, feitas com os ramos do passado, tocam a testa como um lembrete gentil, porém firme: tudo passa. Não por castigo, mas por natureza. O mesmo calendário que permitiu a festa agora ensinava o limite. O mesmo Deus que acolheu o riso agora acolhe o arrependimento.
O Carnaval acabou. E visto daqui, desta quarta-feira, parece que foi um erro no roteiro, mas não foi. Ele sempre foi aquele último parágrafo antes de virar a página. Um tempo de exagero autorizado, para que o contraste fique claro. Porque só quem experimenta o barulho entende a importância do silêncio.
E assim, entre o confete varrido da calçada e a cinza marcada na fronte, a Igreja repete, ano após ano, uma lição simples e profundamente humana: há tempo de celebrar a vida com intensidade e há tempo de lembrar que ela é breve. E que, justamente por isso, merece ser vivida com sentido.
Que venha a Quaresma e o tempo de necessária reflexão.
Sobre máquinas
O perigo não está na multiplicação das máquinas e sim no número cada vez maior de pessoas habituadas, desde a infância, a só desejar o que as máquinas podem dar.
Lavagem
E como disse, ou ainda diz, já que está vivo, o escritor americano Orson Scott Card: “Se os porcos votassem, o homem que traz o balde de lavagem sempre seria eleito, não importa quantos porcos ele já houvesse abatido.”
Mãe
Mãe em 1976: – Vem já para dentro de casa, guri! É todo dia isso, só vive na rua brincando. Vem tomar banho e vai para o seu quarto.
Mãe em 2026: - Vai para a rua brincar, guri! É todo dia isso, só computador, videogame, televisão. Sai um pouco desse quarto.
Conversa
“O recheio mais delicioso de uma boa conversa é a doce capacidade de escutar o outro.” – Márcio Kühne
Gui
O gente boa Guilherme Lemos, de aniversário, festejando com suas meninas. Parabéns!
Bruna
A arquiteta Bruna Tonelli, senhora Bruno Caminha, que hoje comemora seu aniversário. Felicidades, querida!
Roflin
O amigo Roflin Fernandes, celebrando com a bela família mais uma data querida. Parabéns, garoto!
Celebrando
Abraços ao coronel Sérgio de Bona Portão, que celebrou em família o aniversário durante o feriadão. Parabéns, irmão!
Frase solta, que deveria estar presa:
“Os adjetivos se foram. É hora de lidar com os substantivos”.