Um jovem de 26 anos, motorista de táxi, foi indiciado pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Tubarão por um falso roubo à mão armada. O caso foi registrado no dia 19 de julho.
No entanto, na sexta-feira, antes que o suposto acusado do crime fosse encaminhado ao presídio, o taxista confessou ter forjado o delito.
Segundo o relato do motorista feito após caso, dois homens haviam lhe ameaçado, munidos de uma arma de fogo, exigindo R$ 200 que estariam com ele. Após o ocorrido, o taxista registrou a ocorrência, e as investigações por parte da DIC tiveram início para apurar o suposto crime patrimonial cometido mediante ameaça. Durante a investigação, um dos supostos acusados chegou a ser identificado, e a “vítima” o reconheceu como sendo um dos responsáveis pelo roubo.
Assim, na sexta-feira, após diligências e antes que o investigado fosse encaminhado ao presídio, policiais estiveram com o motorista. Após ser indagado sobre contradições em sua versão, o taxista voltou atrás na versão dada sobre o caso e confessou ter forjado o suposto roubo.
A falsa comunicação do crime teria sido feita para justificar uma corrida que realizou e que o cliente não possuía dinheiro para pagar pelo serviço. Isso foi feito para atenuar a situação perante o proprietário do veículo que o taxista alugava para trabalhar. Diante dessa constatação e da farsa montada, o motorista foi indiciado pelos crimes de falsa comunicação de crime e denunciação caluniosa.
“O homem que foi apontado pelo motorista como autor de um crime que não ocorreu não foi indiciado, sendo liberado após o esclarecimento dos fatos”, fala o delegado da DIC, Rubem Teston. O caso foi registrado em Tubarão.
Daiane Fernandes