Quarta-feira, 14 de outubro de 2026
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MATHEUS MADEIRA

21/08/2026 06:00

Feminicídios, um tema obrigatório

Já faz algum tempo que é possível constatar uma contradição clara no debate público de Santa Catarina. Os gestores festejam - e não sem razão - números positivos em diversos índices de segurança pública, como o número de homicídios. Os dados sobre violência doméstica e femincídios, porém, pareciam ser de menor relevância. Os números são alarmantes e o crescente surgimento de notícias mostra que o assunto está no ar, das maiores às menores cidades. É difícil entender como o tema seguiu tanto tempo sem a devida atenção, mas o fato é que não há mais como negar. Candidatos a todos os cargos em disputa no pleito deste ano são instados a declarar, de maneira clara, o que defendem para que se vire essa página. Iniciativas como a Rede Catarina mostram o envolvimento das forças de segurança pública em tratar do assunto de maneira direta e reconhecendo a sua complexidade. Esses crimes acontecem, em geral, dentro das casas das vítimas. Praticados por pessoas do convívio familiar. E muitas vezes envolvendo mais que a violência física. É preciso tratar de prevenção, repressão, punição e cumprimento de medidas judiciais. Tudo ao mesmo tempo. Com a urgência que o assunto merece.

UFSC no ranking
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) alcançou a sétima posição entre as melhores universidades do Brasil no Ranking Acadêmico de Universidades do Mundo (ARWU) de 2026. A instituição catarinense também aparece como a quarta universidade federal mais bem colocada do país e integra o grupo das mil melhores do mundo.

Internacional
Na classificação internacional, a UFSC ficou na faixa entre as posições 701 e 800. O resultado coloca a universidade sediada em Florianópolis entre as 14 instituições brasileiras que conseguiram espaço na edição de 2026 do levantamento.

Violência na Saúde
Pesquisa do Conselho Regional de Enfermagem de Santa Catarina (Coren-SC), com mais de 2,2 mil profissionais, mostra que quase três em cada quatro já sofreram algum tipo de violência no trabalho. A maioria dos casos envolve agressões psicológicas ou morais. O levantamento, feito entre 3 e 12 de agosto com mais de 2,2 mil trabalhadores, também mostrou que 57,8% não se sentem seguros no ambiente de trabalho.

Diário do Sul
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