Em visita ao DS, candidata a deputada federal falou sobre sua trajetória política e as principais bandeiras
A publicitária e empreendedora Patrícia Lisboa, de 47 anos, é candidata a deputada federal por Santa Catarina pelo PSD. Natural de Aracaju (SE), vive há anos no Estado e estreou nas urnas em 2022, quando disputou uma vaga à Câmara dos Deputados pelo PL e ficou na suplência, com 879 votos. Em visita ao Diário do Sul, ela falou sobre sua trajetória política e as principais propostas.
Patrícia conta que entrou na política após ser convidada por lideranças partidárias e que, inicialmente, não pretendia disputar uma eleição. A decisão mudou após um encontro com Jair Bolsonaro aqui no Estado, quando apresentou uma de suas primeiras bandeiras: a criação de oportunidades para os jovens. “Eu fiz um propósito com Deus. Se eu conseguisse falar com ele, eu entraria no PL (na época) e daria sequência à política”, afirma. Depois da eleição de 2022, diz ter ampliado sua atuação para pautas como autismo, violência doméstica, câncer e agronegócio.
Para a juventude, a candidata defende cursos gratuitos a partir dos 12 anos e a possibilidade de ingresso no mercado de trabalho aos 14, conciliando emprego e estudos. A proposta prevê que os adolescentes possam ser direcionados para áreas de interesse, com formação profissional e atividades no contraturno escolar. “O jovem é o presente. Com 12 anos ele tem que fazer o curso estudando e, com 14 anos, ser direcionado para o mercado de trabalho no que ele gosta de fazer”, afirma. Patrícia também relaciona a medida à prevenção às drogas.
Bandeiras
O autismo é outra das principais bandeiras da candidata. Ela afirma atuar na ampliação do acesso ao esporte como ferramenta de tratamento e inclusão, com destaque para o futebol. Patrícia também defende políticas de combate à violência doméstica. “Esse tipo de violência não é só contra a mulher. É contra o idoso, a criança, o homem”, diz. Entre as propostas, estão maior acolhimento às vítimas, acompanhamento por profissionais e medidas mais rigorosas contra os agressores.
Outra pauta destacada é a criação de políticas específicas para migrantes, área que Patrícia diz conhecer pela própria experiência. Ela nasceu no Nordeste e se mudou para cá em busca de oportunidades. “Santa Catarina é um estado feito de migrantes”, afirma. A candidata defende moradia de baixo custo, acesso à saúde e educação, cursos de qualificação e aproximação com empresas que tenham vagas disponíveis. Para o agronegócio, propõe fortalecer a produção e reduzir o custo dos alimentos. “O brasileiro não pode passar fome. Nós temos como fazer isso: comida barata e mesa farta para os brasileiros”, resume.