Procedimento foi realizado em uma criança de três anos pela equipe do IMAS
O Instituto Maria Schmitt (IMAS) realizou a primeira cirurgia robótica pediátrica de Santa Catarina. O procedimento aconteceu no Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão, em uma criança de três anos diagnosticada com estenose da junção ureteropélvica (JUP).
O paciente era acompanhado pela médica Elide Fragoso Clasen, nefrologista pediátrica, que realizou o encaminhamento para avaliação cirúrgica. A partir da indicação, o caso foi conduzido pelo médico Rafael Deyl, diretor e coordenador da Cirurgia Robótica da Cipe, cirurgião robótico e pediátrico.
A criança foi submetida a uma pieloplastia esquerda robótica, procedimento indicado para corrigir a obstrução na passagem da urina entre o rim e o ureter. A cirurgia contou ainda com a participação da enfermeira Regiane Batista, coordenadora do Programa de Cirurgia Robótica, além dos demais profissionais que integram a equipe assistencial.
Após a realização do procedimento, o paciente apresentou boa evolução clínica e recebeu alta hospitalar ontem, um dia após a cirurgia. A alta reforça a recuperação satisfatória após o procedimento e evidencia um dos benefícios associados à abordagem minimamente invasiva proporcionada pela cirurgia robótica.
Para a família, a utilização da tecnologia também representou confiança no tratamento. Lucas Constantino, pai do paciente, acompanhou o processo e destaca a estrutura e a preparação da equipe. “Primeiramente, foi um privilégio. O primeiro contato que a gente teve com esse tipo de cirurgia robótica já foi incrível, porque vimos que seria realmente muito bom, pela tecnologia, pelo profissionalismo e por ser uma equipe já especializada nisso”, afirma.
Tecnologia
Segundo Rafael Deyl, a escolha pela cirurgia robótica está relacionada às características da tecnologia, que permite maior precisão e uma abordagem menos invasiva.
“A gente opta pela robótica porque ela é muito menos invasiva e muito mais precisa. É uma tecnologia que vai diminuir o tempo de internação, o tempo que o paciente vai sentir dor e a necessidade de analgesia. É uma tecnologia extremamente mais precisa”, explica.