Um crime bárbaro e que repercutiu durante todo o fim de semana. A Polícia Civil revelou detalhes sobre a morte da paranaense Amanda Albach, de 21 anos. O corpo da jovem foi encontrado enterrado na Praia do Sol, em Laguna. Três pessoas, uma delas amiga da vítima, foram presas temporariamente em Canoas, no Rio Grande do Sul.
Segundo o delegado Bruno Fernandes, responsável pela investigação, um dos suspeitos disse que o crime ocorreu momentos após a jovem fazer contato com a família, em 15 de novembro. Ele teria obrigado a jovem a fazer a própria cova antes de disparar duas vezes contra a vítima.
“A motivação vai ser apurada com todo o contexto, mas, preliminarmente, um dos investigados se sentiu incomodado porque Amanda teria contado sobre o envolvimento dele com tráfico de drogas e tirado uma foto da arma dele. Não gostou da situação e optou por tirar a vida dela”, disse o delegado.
A denúncia do desaparecimento chegou à polícia catarinense no dia 19 de novembro, quando foram iniciadas as diligências. Os policiais buscaram informações sobre a vida social da jovem e confirmaram que ela esteve em uma festa no dia 14 do mesmo mês, em Florianópolis. Depois disso, retornou com o trio preso para a casa onde estavam, na divisa entre Imbituba e Laguna.
Ao colher depoimento das últimas pessoas que estiveram com a vítima antes do desaparecimento, a polícia encontrou “incongruência em falas”, o que despertou a suspeita do envolvimento do grupo. Um deles acabou confessando onde estava o corpo, que foi encontrado na sexta-feira. A jovem foi obrigada a mandar áudios para a família afirmando que estava indo embora e a cavar o próprio buraco, onde foi enterrada após ser morta a tiros.
Relação de Amanda com suspeitos
Uma das pessoas presas era amiga de Amanda, segundo a polícia, e havia morado em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná, até seus 19 anos, conforme o delegado. “Foi esse vínculo que trouxe ela até essa casa em Santa Catarina. Ela veio para comemorar o aniversário dessa pessoa”, relata.
Em 2010, quando Amanda tinha apenas dez anos, ela teve uma irmã e um irmão assassinados: Francieli Albach de Souza Silva, de 23 anos, e Guilherme Albach de Souza Silva, de 11. As mortes teriam sido um “acerto de contas”. Amanda deixa uma filha de dois anos.