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Homem é condenado por feminicídio

26/11/2021 06:00

Foi condenado a 36 anos e oito meses de prisão, em regime inicial fechado, o homem acusado de matar a empresária de Laguna Delamar Marcelino, de 51 anos. O crime ocorreu em agosto do ano passado. Alexandre da Silva Bem teria matado ex-mulher um mês após ela pedir o divórcio.   


Segundo o Ministério Público, Delamar foi encurralada pelo agressor na cozinha do conjugado em que morava e trabalhava, no bairro Progresso. A denúncia aponta que Alexandre matou Delamar de forma violenta, com 17 facadas. Após assassinar a ex-companheira, ainda sob efeito de álcool e droga, Alexandre tentou matar uma segunda vítima, que trabalhava na empresa de Delamar, para eliminar a testemunha. Alexandre havia trancado as portas do conjugado para impedir a fuga das vítimas e a funcionária da loja foi obrigada a assistir ao primeiro crime. Ela foi atingida por oito golpes de faca enquanto gritava por socorro. “O ataque gerou ferimentos graves, que, por pouco, não provocaram a sua morte. O segundo homicídio só não foi consumado porque a vítima foi socorrida pelos vizinhos após o ataque, recebendo o devido atendimento médico hospitalar”, ressaltou o MP.


O Tribunal do Júri do caso foi realizado na quarta. Os jurados seguiram a tese defendida pela 2ª Promotoria de Justiça de que o réu cometeu feminicídio contra Delamar, além de terem reconhecido outras três qualificadoras: motivo fútil; crueldade; e utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A tentativa de homicídio praticada contra a funcionária da loja teve o reconhecimento de três qualificadoras: crueldade; recurso que impossibilitou a defesa da vítima; e por ter sido cometido para assegurar a execução e a impunidade quanto ao feminicídio.


“A conduta abalou a sociedade local, cujo julgamento foi permeado de momentos de intensa emoção para mim e também para os jurados, destacando-se que o Conselho de Sentença era de maioria masculina, demonstração de que a sociedade não tolera mais a prática de crimes brutais, praticados de forma covarde, em contextos de violência doméstica”, comentou a promotora de Justiça Raíza Alves Rezende, que atuou pelo Ministério Público perante o Tribunal do Júri.

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