O verão começa somente no dia 21 de dezembro, mas o calor intenso que já vem sendo registrado e tem feito muitas pessoas procurarem os rios e praias. Na última temporada, pelo menos dez pessoas perderam a vida em afogamentos na região.
Sete desses óbitos foram registrados em água doce. Segundo o Corpo de Bombeiros, a prática de frequentar riachos e cachoeiras é bastante comum na época mais quente do ano. Por conta da pandemia de covid-19, locais mais afastados e com menos pessoas acabam se tornando opções perigosas pela falta de segurança. A preocupação aumenta quando esses locais são frequentados por crianças ou por pessoas que fazem o uso de bebidas alcoólicas.
Para o comandante do Corpo de Bombeiros de São Ludgero, sargento Giovane Batista Martins, é preciso que os pais fiquem atentos aos filhos. Para os adultos, a dica é que tomem alguns cuidados básicos ao decidirem se banhar nos rios da região. “Nosso objetivo não é impedir, apenas alertar sobre os riscos e cuidados que as pessoas devem ter”, ressalta o comandante.
Entre as principais dicas, está a de avaliar o espaço escolhido para o banho, sempre preferindo locais rasos e sem correnteza. Os bombeiros também recomendam o uso do colete salva-vidas e evitar ingerir alimentos ou bebidas alcoólicas antes de entrar no rio ou no mar. É preciso se certificar também da profundidade e estar atento às sinalizações.
Dados de arrastamentos e lesões na temporada
Todo cuidado deve ser redobrado ao entrar na água em rios e praias. Segundo os bombeiros, o ideal é escolher praias ou lagoas que tenham a presença de guarda-vidas. Nas praias, é preciso ficar atento à cor da bandeira fixada no posto dos socorristas. A de cor vermelha indica o risco elevado para afogamentos. Outra dica importante é não tentar salvar pessoas que estejam se afogando sem estar habilitado para isso. “Neste caso, lance algum objeto que ajude a vítima a flutuar e acione o guarda-vidas ou a emergência pelo telefone 193”, recomendam os bombeiros. Além das dez mortes registradas na última temporada, o 8º Batalhão de Bombeiros Militar, com sede em Tubarão, atendeu entre outubro de 2019 e março deste ano 380 casos de arrastamento e 8.667 casos de lesões causadas por água-viva.
Guilherme Corrêa