Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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Superação no mercado de trabalho

10/08/2023 06:00

Três em cada dez pessoas com algum tipo de deficiência estão inseridas no mercado de trabalho em Santa Catarina. O gravatalense Cristiano de Lemos Mendes, de 36 anos, é uma delas. Há 15 anos ele sai de casa, todos os dias, para exercer sua função de empacotador em um mercado no bairro Termas.


Cris, como é conhecido carinhosamente, possui um quadro de surdez avançado e deficiência intelectual. Segundo a mãe do morador do bairro Pouso Alto, Gislaine Teresinha de Lemos Mendes, de 59 anos, sua condição nunca foi um impedimento para ele seguir sua vida normalmente.


“Ele pega o ônibus e vai sozinho. O gosto é tanto por trabalhar que, quando fica doente e pega atestado, quer ir trabalhar assim mesmo”, conta a mãe. Gislaine diz que ver o filho trabalhando, é vê-lo feliz. “Eu me sinto orgulhosa, pois ele é muito esforçado e trabalhador. Todos gostam dele e falam bem”, completa.


Além de trabalhar, Cris tem uma vida ativa. Duas vezes por semana, vai para academia e, aos fins de semana, passeia com os pais. “Temos que dar incentivo para que nossos filhos possam aprender a fazer algo que gostem e não fiquem sem ocupar a cabeça”, afirma a mãe.


Cris faz parte da estatística do Estado em que mostra que Santa Catarina possui a menor taxa de informalidade e tem o segundo maior rendimento médio para pessoas com deficiência no país. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2022 (Pnad) foram analisados pelo Observatório Fiesc e apresentam um panorama inédito sobre renda, trabalho e educação da pessoa com deficiência.


Esta é a primeira vez que a Pnad faz um recorte sobre esse público. Em Santa Catarina, há 499 mil pessoas com deficiência, cerca de 6,9% da população com dois ou mais anos de idade. Desse número, 221 mil são homens e 278 mil, mulheres, segundo divulgação do IBGE. Santa Catarina possui o segundo maior rendimento médio para pessoas com deficiência, de R$ 3.304, contra R$ 1.913 da média nacional. Quanto à escolaridade, 26% das pessoas com deficiência com 25 anos ou mais concluíram o ensino básico em Santa Catarina.

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Daiane Fernandes/DS

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