Setor, que trabalha de forma independente, reclama dos altos custos
Altos custos de produção, preços pagos despencando e queda no volume de exportação da carne suína são alguns dos gargalos enfrentados pelos suinocultores. Na região, diante desse cenário, cerca de 10% dos produtores independentes de Braço do Norte já abandonaram a atividade.
“Nós temos na mesma atividade a suinocultura que vai bem, que cresce e que exporta, batendo recordes, mas por outro lado o suinocultor que está perdendo a propriedade pelo tamanho da dívida que está crescendo, por estar acumulando um forte prejuízo a cada suíno carregado da propriedade”, afirma o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi.
Conforme Losivanio, a região tem a maior concentração de suinocultores independentes do Estado. Somente em Braço do Norte, existem pelo menos 27 estabelecimentos ligados à cadeia da suinocultura. Existem cerca de 500 produtores de suínos no município e, destes, em torno de 100 são independentes.
“Insustentável manter uma propriedade dessa por mais tempo. A gente já vê vários produtores abandonando a atividade porque não acreditam mais que poderá ter uma remuneração a qual eles consigam sobreviver para chegar lá na frente; então, antes de se endividar mais para arriscar perder a propriedade, eles preferem parar, mesmo não sobrando nada. Em Braço do Norte, acredita-se que 10% já encerraram ou estão encerrando as atividades”, lamenta o dirigente.
Diante disso, houve um manifesto no município no dia 29 de março, na praça Padre Röer, com distribuição de cerca de oito toneladas de carne suína gratuitamente para a população. “A mobilização tornou público a indiferença política diante das demandas urgentes do setor. Por fim, a distribuição de carne suína visa incentivar as pessoas a consumirem mais a proteína”, informa Losivanio.