Dois servidores da Câmara de Vereadores de Capivari de Baixo buscaram ajuda jurídica após terem sido acusados de terem solicitado auxílio emergencial. Conforme os vigias, sequer seus nomes constam no cadastro de pessoas que pediram os R$ 600 de benefício do governo federal, dado após a pandemia da covid-19.
Wilson da Silva é um deles, que conta que ele e o colega Ronaldo Nogaret João registraram um boletim de ocorrência contra a presidência do Legislativo da cidade após terem sido acusados. “Em nenhum momento fizemos isso. Não existiu nenhuma fraude. Qualquer um pode procurar pelo nosso nome no cadastro que não aparece”, desabafa Wilson.
Há cerca de 15 dias, 17 funcionários comissionados da Câmara de Vereadores de Capivari de Baixo foram exonerados após solicitarem auxílio emergencial. Pelo menos sete teriam recebido os R$ 600 do governo federal. No total, 21 servidores teriam realizado o cadastro para receber o benefício. A Câmara de Capivari recebeu o comunicado do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e da Controladoria-Geral da União (CGU) e constatou as irregularidades.
“Sabemos que a solicitação do benefício por servidores públicos é irregular. E nem precisamos, pois estamos trabalhando. Não dá para entender por que fomos citados. É uma acusação injusta e vamos em busca de nossos direitos, pois nossos nomes circularam em redes sociais dizendo que teríamos recebido o valor. Isso não é verdade”, fala Wilson.