O prefeito de Capivari de Baixo, Vicente Corrêa Costa, foi alvo da segunda fase da Operação Mensageiro, que investiga a suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude em licitação.
Além de Vicente, o prefeito de Lages, Antônio Ceron, também foi alvo da operação. Na manhã de quinta-feira, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e Grupo Especial Anticorrupção (Geac) cumpriram quatro mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão. A investigação ocorre em sigilo.
O objetivo é apurar a suspeita de fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro na coleta e destinação de lixo em várias cidades de Santa Catarina.
Segundo o MP, os pedidos foram expedidos após análise dos depoimentos das testemunhas, investigados e provas que foram coletadas na primeira fase da operação, que ocorreu em 6 de dezembro do ano passado.
Outros quatro gestores de cidades catarinenses foram presos anteriormente na primeira fase da operação. Eles são: Marlon Neuber, de Itapoá, no Litoral Norte; Antônio Rodrigues, de Balneário Barra do Sul, no Litoral Norte; Luiz Henrique Saliba, de Papanduva, no Norte, Deyvisonn Souza, de Pescaria Brava.
Prefeito de Pescaria Brava está preso há dois meses após a 1ª fase da operação
O prefeito Deyvisonn Souza (MDB), de Pescaria Brava, foi preso preventivamente em Brasília, em dezembro do ano passado, em viagem oficial.
O político foi um dos alvos de uma megaoperação deflagrada contra corrupção em mais de 30 cidades catarinenses.
Na primeira fase da operação, ao menos 15 mandados de prisão preventiva e 108 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas regiões Norte, Sul, Vale do Itajaí e Serra catarinense.
Na ação, também foram bloqueados bens de 25 empresas e 11 pessoas físicas. Ao todo, foram 96 alvos, envolvendo órgãos públicos, residências particulares e empresas.
Investigação é feita há mais de um ano
A investigação está em curso há pouco mais de um ano pela subprocuradoria-geral de Justiça para Assuntos Jurídicos do MPSC, que atua, em conjunto com o Gaeco e o Geac, nas apurações de crimes funcionais de prefeitos.
As novas ordens judiciais expedidas pelo TJSC foram cumpridas em municípios do Sul e da Serra. Os presos foram encaminhados a Florianópolis para realização de audiência de custódia, no Tribunal de Justiça de Santa Catarina. A investigação ainda corre em segredo de justiça, por determinação legal.
O Gaeco é uma força-tarefa coordenada pelo MPSC e composta por integrantes das polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal a Secretaria Estadual da Fazenda, Corpo de Bombeiros Militar, Secretaria de Estado de Administração Prisional e Socioeducativa.
O Geac é um grupo de membros do Ministério Público de Santa Catarina que atua em investigações e ação judiciais de combate à corrupção, cujos fatos revelem maior gravidade ou complexidade.