Dados do ProFranca – Projeto Franca Austral - mostram que um monitoramento realizado no dia 18 registrou 34 pares de mães e filhotes (68 baleias), a maioria em Imbituba, nas praias da Ribanceira, Itapirubá Norte, Ibiraquera e Vila. Laguna e Garopaba também tiveram visitas.
Às vésperas do auge da temporada das baleias-francas no litoral brasileiro, em setembro - mais precisamente em Santa Catarina, onde elas vêm em maior número -, a expectativa é de que seja um sucesso. “É uma ótima prévia do pico da temporada. Todo o monitoramento foi realizado por terra, em 15 pontos fixos ao longo da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca (APA), entre a praia da Pinheira (Palhoça) e o Cabo de Santa Marta (Laguna)”, explica Karina Groch, diretora do ProFranca. Segundo ela, “um sobrevoo realizado pelo SCPar/Porto de Imbituba em parceria com o Instituto Australis em julho passado registrou 61 baleias, em uma área bem maior, compreendendo de Florianópolis até o litoral Norte do Rio Grande do Sul, o que reforça nosso otimismo”.
As baleias-francas procuram o litoral brasileiro nesta época do ano porque encontram enseadas protegidas para o nascimento de seus filhotes. “Atribuímos a preferência a esta região, especialmente pela característica física das enseadas, ao formarem baías que protegem as baleias da ação de ondulação e fortes ventos na região, fornecendo uma economia de energia para as mães, que permanecem toda a temporada reprodutiva sem se alimentar”, informa Eduardo Renault-Braga, gerente de projeto do ProFranca.
Equipe
O monitoramento é realizado entre terças-feiras e sábados por uma equipe de estagiários e voluntários. A nova turma é diversa, com idade entre 18 e 29 anos, e vêm de São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Piauí, Santa Catarina e Ceará, com formação variada nos cursos superiores.