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Imagens das belezas da região percorrem o mundo

12/02/2021 06:00

A alegria de mostrar para o mundo as belezas da região. Esta é a maior satisfação do professor aposentado Wilson Schuelter, de Tubarão, que viu na fotografia uma forma de divulgar o que se tem de mais bonito na Cidade Azul e arredores.


“Costumo registrar a natureza, com suas paisagens, flores, animais, pássaros, pessoas. Costumo registrar igrejas, especialmente as pequenas, nas comunidades por onde passo, pois representam mais que um lugar de prece, são um local de encontro comunitário. Serras, cascatas também me atraem muito. E temos tudo isso aqui, tão perto de nós”, revela.


A fotografia entrou na vida do professor há aproximadamente cinco anos, quando se aposentou. O que era pra ser só um hobby se tornou uma paixão. E as imagens captadas por Wilson acabaram sendo premiadas em sites especializados no mundo inteiro.


“Divulgo as fotos nas redes sociais, especialmente o Facebook e Instagram (joy_and_visits). Minha participação em grupos de fotografia começou no ano passado. Participo de uma meia dúzia deles, com fotógrafos e jurados de diferentes países. Todos têm uma versão em inglês, o que facilita o entendimento e a interação com comentários e análises”, conta.


As fotos são divulgadas em grupos de Portugal, Polônia, Turquia, Índia, Hong Kong e Finlândia, além do Brasil. “A postagem e a avaliação das fotos são feitas diariamente, e me surpreendi com as premiações, porque não é com este objetivo que posto as fotos. Mas é gratificante”, revela. Entre os prêmios mais recentes, um de Portugal, com uma foto da igreja de Treze de Maio.


“Marcos e monumentos despertam minha atenção. Em Tubarão, estou fazendo um inventário fotográfico: catedral, Unisul, hospital, pontes, rio, shopping etc. Gosto bastante de fotografia noturna; a restrição é a segurança para sair à noite. Também colaboro com a Catedral de Tubarão, fazendo registro do acervo e de eventos, a convite dos párocos”, pontua.


“Na região, fiz um registro de monumentos tombados pelo Patrimônio Histórico nas cidades de Urussanga, Pedras Grandes, Orleans, Pescaria Brava e Laguna, por meio de uma chamada da Wikipedia, por edital público. Recebi um prêmio (inclusive financeiro, simbólico) por ter sido um dos contribuidores com o maior número de fotos)”, conta, orgulhoso.

 

Aprendizado constante e satisfação em cada imagem

“A fotografia, para mim, representa, em primeiro lugar, uma terapia ocupacional. Só foi possível me dedicar a ela depois de aposentado. Aprender a dinâmica e as técnicas é um desafio. Desenvolver um olhar artístico é uma habilidade que precisa ser treinada constantemente”, revela o professor Wilson Schuelter. “Sair por aí a fotografar é muito gratificante. Estou conhecendo bairros e atrações da região que em 50 anos não tinha visto. Estava preso demais ao trabalho. Então, a fotografia representa liberdade, satisfação, conhecimento. Fotografar é eternizar momentos. É registrar imagens no tempo, que se perpetuam. Alguns retornos que recebo são gratificantes, como a mensagem que recebi de um tubaronense que mora fora: “Moro longe da minha terra e agradeço poder revê-la através de suas fotos”, revela, emocionado. “Isso me motiva a prosseguir, descobrir coisas novas e aperfeiçoar sempre”, conclui.

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Micheline Zim

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Diário do Sul
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