Profissionais informaram que passarão a atender apenas casos de urgência e emergência após atrasos salariais
Os atendimentos no Hospital de Caridade de Jaguaruna passaram a ser restritos a casos de urgência e emergência após os profissionais de saúde da unidade decidirem reduzir os serviços em razão de atrasos salariais que, segundo a categoria, se acumulam há aproximadamente seis meses.
Com a medida, apenas pacientes classificados como urgência e emergência continuam sendo atendidos. Os demais casos estão sendo orientados a procurar as unidades básicas de saúde do município ou, no caso de crianças, o Centro de Referência de Atendimento à Criança (CRAC).
A equipe informou que 50% dos profissionais permanecem à disposição para garantir o atendimento dos casos mais graves.
Em nota, os trabalhadores afirmaram que a decisão foi tomada diante da dificuldade de manter os serviços sem a regularização dos pagamentos. Segundo o comunicado, a medida busca preservar a assistência à população em situações que envolvam risco à vida, sem deixar de reivindicar o recebimento dos valores em atraso.
“Mesmo sem receber salário, a gente manteve os atendimentos. Então nós optamos por tentar reduzir um pouco, porque a gente precisa receber. Todo mundo tem conta”, afirmou uma médica que atua há mais de 10 meses na unidade.
Impasse
Os profissionais ressaltaram ainda que seguem comprometidos com os deveres éticos da profissão e que não há intenção de interromper os atendimentos que envolvam urgência, emergência ou agravamento do estado de saúde dos pacientes.
O Hospital de Caridade de Jaguaruna é administrado pelo Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas) e mantido por meio de convênios com a prefeitura de Jaguaruna e o governo do estado. A justificativa apresentada pela empresa responsável pelos pagamentos é de que os repasses recebidos não estariam ocorrendo de forma integral.
No início deste mês, a prefeitura de Jaguaruna informou que os convênios firmados com o Ideas estão sendo pagos dentro dos prazos estabelecidos.
A equipe de saúde informou que a normalização dos atendimentos dependerá da regularização dos salários atrasados e da adoção de medidas que garantam a pontualidade dos pagamentos futuros.