O ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, foi preso no sábado pela Polícia Federal (PF). Ele foi detido ao desembarcar no aeroporto de Brasília, após chegar em um voo comercial de Miami, nos Estados Unidos.
Anderson é acusado de omissão e de facilitação para os atos terroristas em Brasília, que resultou na invasão e depredação do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do STF. A situação de Torres se complicou após a PF ter encontrado, em sua casa, uma minuta de decreto de estado de defesa a ser cumprido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ex-ministro nega participação na tentativa de golpe de estado.
Inquérito citará Bolsonaro
O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes aceitou o pedido da Procuradoria-Geral da República para incluir o ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito que apura a autoria intelectual dos atos antidemocráticos de Brasília. “O pronunciamento do ex-presidente se revelou como mais uma das ocasiões em que o então mandatário se posicionou de forma, em tese, criminosa e atentatória às instituições, em especial o STF – imputando aos seus ministros a fraude das eleições para favorecer eventual candidato – e o TSE–, sustentando, sem quaisquer indícios, que o resultado das eleições foi fraudado”, escreveu o ministro. Em nota, o advogado de Bolsonaro disse que o ex-presidente não tem relação com as manifestações e que repudia veementemente os atos de vandalismo.