O retorno das aulas na rede estadual de educação da região, ontem, ocorreu de forma tranquila e seguindo todo o protocolo de prevenção à covid-19. Após quase dois anos de ensino híbrido, desde o início da pandemia, os alunos puderam voltar às aulas no formato 100% presencial, num misto de ansiedade e alegria.
Entre as recomendações, o uso de máscara e álcool gel e o distanciamento. Além disso, desde ontem, primeiro dia de aula do ano letivo na rede estadual, está sendo preenchido um boletim diário de acompanhamento dos casos suspeitos e confirmados de covid-19 nas escolas da região.
Segundo Maricelma Simiano Jung, coordenadora regional da Gerência de Educação, “o preenchimento é de responsabilidade do gestor, mas terá um responsável pelo preenchimento, que não, necessariamente, seja o diretor da escola”, explica.
O relatório deverá ser entregue em toda a rede estadual. Os diretores das escolas serão os responsáveis pelo monitoramento de casos suspeitos e ativos de covid-19 entre alunos, professores e demais funcionários de cada unidade.
O secretário de Estado da Educação, Luiz Fernando Vampiro, explica que todos os dias, no fim da tarde, os gestores das escolas terão de preencher um formulário integrado ao sistema da Secretaria de Educação. Nesse documento serão colocadas informações atualizadas sobre o coronavírus em cada escola.
Ele disse ainda que, em casos de surto de covid, a Vigilância Epidemiológica será acionada, tanto em escolas da rede pública quanto em unidades da rede privada no Estado.
“Se tiver qualquer tipo de indício de surto dentro das unidades escolares, é chamada a Vigilância Epidemiológica para fazer todo o encaminhamento necessário. Esse regramento não é somente para escola pública; é para todas as unidades escolares em Santa Catarina”, explicou o secretário.
Nota técnica da secretaria
De acordo com uma nota técnica elaborada pela Secretaria de Educação, em conjunto com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive), se houver um caso suspeito ou confirmado de covid-19 em turmas da educação infantil, com alunos de até seis anos, todos da turma devem ser isolados. Para as outras séries, a orientação é que apenas o aluno com suspeita ou confirmação de coronavírus fique em isolamento.
Segurança também no ensino municipal
A prefeitura de Capivari de Baixo preparou um ambiente especial e seguro para receber os quase três mil alunos da rede, ontem.
São 14 unidades de ensino, sendo nove creches e cinco escolas, cerca de 400 professores e mais de 600 funcionários. Somente na maior, a Dom Anselmo Pietrulla, no bairro Santa Lúcia, aproximadamente 900 estudantes matriculados são atendidos por 110 servidores, sendo 90 professores. O local recebe alunos a partir de quatro anos.
Uma delas é Laura Pereira, de quatro anos. A mãe, Marcela da Silva Pereira, toda orgulhosa, fez questão de ficar alguns minutos na sala para acompanhar a adaptação da pequena. “Estava com a expectativa bem alta, já que a Laura vem de creche e é a primeira vez em uma escola. Aqui é ótimo, tem boa estrutura e é amplo. Não à toa, além da minha caçula, outros dois filhos estudam na Dom Anselmo, o Isaac, no 1º ano, e o Gustavo, que está no último ano do fundamental”, detalha Marcela.
De acordo com a diretora da unidade, Generosa Nunes Caetano, a segurança dos estudantes e funcionários foi amplamente discutida. “Colocamos álcool em gel em todos os ambientes. Professores, merendeiras, serviços gerais, alunos e pais precisam usar máscara ao entrar. Estamos com 100% dos funcionários com seu esquema vacinal completo contra a covid-19”, resume a diretora.