O presidente do Sindicato das Empresas de Logística e Transporte de Cargas da Região da Amurel (Setram), Riberto Lima, diz que não há risco de paralisação de caminhoneiros.
O Ministério da Infraestrutura confirmou ontem que pediu a suspensão das novas regras para o frete mínimo rodoviário à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A medida, publicada em resolução na última quinta-feira e em vigor desde sábado, desagradou os caminhoneiros, que chegaram a ameaçar uma greve para protestar contra a decisão.
Hoje, Riberto passou o dia na Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina (Fetrancesc) para tratar disso e ainda das reformas Tributária e da Previdência e do Pró-Carga, entre outros assuntos que dizem respeito à categoria. “A tabela nova foi cancelada e está valendo a de janeiro, porém, terá mais uma rodada de negociação para resolver”, pontua.
Amanhã, o ministro deve se reunir com lideranças de grupos de caminhoneiros para negociar uma nova tabela de frete. A fixação do frete mínimo foi reivindicada durante a greve dos caminhoneiros do ano passado. Até este sábado, quando a resolução da ANTT entrou em vigor, o método utilizado levava em conta apenas a quilometragem percorrida. Agora, fatores como o tempo de carga e descarga, custo com depreciação do caminhão, entre outros, também entrarão no cálculo. A nova tabela foi criada em conjunto com o Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial, ligado à Universidade de São Paulo (USP).
Em ofício encaminhado à agência, o ministro Tarcísio Gomes de Freitas diz que há “uma insatisfação em parcela significativa dos agentes de transporte e que diferenças conceituais quanto ao valor do frete e o piso mínimo, que pode repercutir na remuneração final dos caminhoneiros, devem ser novamente discutidas com a categoria”.
Diálogo pelo consenso
“O diálogo segue sendo o principal mecanismo com o qual vamos buscar o consenso no setor de transportes de cargas. Por isso, a importância em dar continuidade às reuniões. Estamos desde o início do ano com as portas abertas no ministério e esta tem sido a melhor forma de dar transparências às decisões que estão sendo tomadas em conjunto”, explicou o ministro Tarcísio Gomes de Freitas no pedido à ANTT.