Iniciativa do MPSC envolveu mais de 260 alunos e professores de Braço do Norte
O diálogo como ferramenta de transformação. Essa é uma das principais propostas do projeto Escola Restaurativa, que teve mais uma etapa realizada em duas escolas de Braço do Norte.
Promovida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio do Núcleo Permanente de Incentivo à Autocomposição (Nupia), a ação reuniu mais de 260 alunos, professores, servidores das redes municipal e estadual de ensino e integrantes da rede de proteção à criança e ao adolescente em atividades de sensibilização voltadas à prevenção de conflitos e à promoção da cultura de paz no ambiente escolar.
Os chamados círculos de construção de paz foram realizados nas escolas Cônego Nicolau Gesing e Professor Antônio Rohden. Alunos, professores e gestores sentaram-se em roda para falar, ouvir, refletir e compartilhar histórias de vida.
“Tivemos duas frentes de atuação. Trabalhamos com os estudantes nos círculos, espaços seguros onde eles puderam ouvir, falar e refletir sobre assuntos tão importantes. Em paralelo, promovemos uma sensibilização com os integrantes da rede de proteção sobre a Justiça Restaurativa. O objetivo é que todos falem a mesma linguagem, para que possamos resolver conflitos por meio de uma comunicação não violenta”, declarou a promotora de Justiça Luísa Niencheski Calviera.
Para o coordenador do núcleo, promotor de Justiça Marco Aurélio Morosini, a receptividade ao projeto reforça a importância da iniciativa. “A metodologia utilizada está sendo muito bem recebida pelas redes de ensino do município e do estado. Tivemos um dia inteiro de sensibilização e os retornos foram extremamente positivos. Impactamos mais de 200 crianças e adolescentes e, a partir deste primeiro momento do projeto Escola Restaurativa em Braço do Norte, certamente colheremos resultados muito expressivos nas próximas etapas”, destacou.
Participantes
Lorenzo Marcelo Calegário, de 11 anos, participou de uma das rodas de conversa na Escola Cônego Nicolau Gesing e destacou o aprendizado proporcionado pela atividade. “Foi muito legal participar desse círculo porque ele ensina muito sobre valores, respeito ao próximo e inclusão. É muito bom porque conecta a gente a tudo”, contou.
Na Escola Professor Antônio Rohden, o diretor Charles Hemkemeier afirmou que o projeto já apresentou reflexos positivos.