Segunda-feira, 11 de maio de 2026
Fechar [x]

Artigo: O exemplo educa II

Felipe Felisbino - Professor

21/02/2024 06:00|Atualizada em 25/02/2024 15:50|Por Redação

Ainda sigo com a demanda da minha leitora: “escreva sobre o preconceito entre as crianças na escola”.


Então, mais uma vez, de onde vem esse preconceito, já que as crianças não nascem preconceituosas?


Refletindo sobre essa questão, lembrei duas lições: a primeira do Mestre afirmando: “Ama o teu próximo como a ti mesmo” (MT. 22: 39); a segunda, de Paulo de Tarso: “Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém” (I Coríntios: 6: 12).


 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quando o Mestre afirma “Ama teu próximo [...]” Ele nos pede para respeitarmos o nosso próximo. E quem é o nosso próximo? Somente aqueles que vivem conosco? Evidente que não. Nosso próximo são todas as pessoas com quem convivemos ou não: na escola, clube que frequentamos, redes sociais, enfim: aqueles que compartilham a vida conosco neste planeta.


O Mestre completa: “como a ti mesmo”. Ou seja, quem não se ama não consegue amar, respeitar o outro. Neste caso, o outro passa a ser o reflexo, o espelho daquele que não desenvolveu o autoamor e passa a ver no outro aquilo que tem em si. Projeta no próximo suas frustrações, seu desencanto, sentimentos de despeito, intolerância. É incapaz de ver a vida em cores, e seu lado sombrio gera também a discriminação nas escolas e em outros espaços sociais.


O respeito e o autoamor são valores que os pais devem incutir nas crianças, através do exemplo, mostrando que beleza, inteligência, dignidade não estão associadas a grifes, beleza corporal, cor da pele, posses materiais. A beleza está no íntimo de cada ser e, quando se expande, o que se acha “feio” se torna belo pela alegria que gera, pelo respeito às pessoas, pela esperança que espalha, não havendo espaço para discriminação.


Portanto, pais, escola, urgente é que se eduquem as crianças para discernir o que é o bem daquilo que faz mal. E, aqui, entra a orientação de Paulo de Tarso: é imprescindível que nós, pais, saibamos discernir o que nos convém, daquilo que fará mal, ensinando isso às crianças desde muito pequenas, como ensinamos que não devem colocar o dedo na tomada, porque levará um choque elétrico.


Os pais devem cumprir o dever de incutir valores em suas crianças, principalmente: autoamor, respeito e discernimento. Seja exemplo, pois o exemplo educa e pode diminuir a discriminação.

Quer receber notícias de Tubarão e região? Clique aqui.
Diário do Sul
Portaliza - Plataforma de Jornalismo Digital

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com a nossa Política de Privacidade. FECHAR