Sessão especial destacou lutas e vitórias do sindicato da educação de SC
A passagem dos 60 anos do Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de Ensino do Estado de Santa Catarina (Sinte-SC) foi destacada em uma sessão especial promovida na Assembleia Legislativa.
A solenidade foi proposta pela deputada Luciane Carminatti (PT), que preside a Comissão de Educação e Cultura do Parlamento estadual. Na ocasião, também foram destacados antigos dirigentes da entidade, bem como as coordenadorias regionais.
Luciane Carminatti declarou que, além de uma homenagem, a sessão presta reconhecimento à história do sindicato, que iniciou suas atividades em 8 de maio de 1966, sob a designação de Associação dos Licenciados de Santa Catarina (Alisc).
Conforme a parlamentar, o Sinte ajudou a construir a história da educação catarinense, e toda conquista no setor guarda a marca da entidade.
“São 60 anos de resistência, de organização popular, de defesa da educação e da escola pública e de compromisso com o futuro de Santa Catarina. Porque toda vez que alguém tentou desvalorizar a educação pública, o Sinte esteve lá. Toda vez que disseram que professor era gasto e não investimento, o Sinte esteve lá. Toda vez que tentaram calar a voz de quem ensina, perseguir grevistas, desmontar direitos ou transformar a educação em mercadoria, o Sinte esteve lá. E esteve lá não apenas para defender salários. Esteve lá para defender dignidade, direito de aprender, escola pública como espaço de democracia, cidadania e transformação social.”
Uma das oradoras da noite, Ideli Salvatti, que atuou como presidente do Sinte em 1989 e 1992, também destacou a força da instituição, a qual apontou como a maior organização sindical de Santa Catarina, contando com 60 mil integrantes e grande capilaridade no estado, por meio de suas 30 coordenadorias regionais.
Local
A atual presidente do Sinte-SC, Elivane Secchi, apontou como simbólico o fato de o sindicato estar sendo homenageado no mesmo local (a Assembleia Legislativa de Santa Catarina) onde aconteceram importantes capítulos da sua trajetória de reivindicações.
“Este plenário e estes corredores são palco das nossas maiores disputas na atualidade, assim como foram no passado. A nossa história está marcada nestas paredes, como ocorreu na greve de 1993 e na de 2015, em que acampamos dentro desta Assembleia para pressionar os deputados a intervir nas negociações com o governo. Nós conhecemos esta Casa e esta Casa conhece a força do magistério catarinense”, disse.