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Artigo: Bem-vindos ao promissor ano letivo 2022

09/02/2022 06:00

Maurício da Silva

Presidente da Fundação Municipal de Educação



É fundamental lembrar que antes da pandemia de covid-19 já havia crise na aprendizagem. Os investimentos aumentam, segundo o Tribunal de Contas, mas não impactam significativamente na aprendizagem, segundo o Ideb.


Esta crise foi aprofundada no ano de 2020 - em que se lecionou com as escolas fechadas para evitar a transmissão do vírus -, mesmo com os elogiáveis esforços de professores, diretores, estudantes, funcionários e pais para viabilizar aulas on-line ou impressas para os não conectados na internet. Neste período, os estudantes perderam, também: a) Saúde emocional (dobrou a incidência de ansiedade ou depressão, segundo estudo realizado, no mundo todo, pela Universidade de Calgary, do Canadá); b) Visão (devido à exposição excessiva às telas de computador ou celular e pouca luz natural); c) Alimentação (para muitos estudantes a merenda escolar é a principal, senão única, refeição do dia) e, d) Segurança física (a maioria das denúncias sobre violência é feita pela escola), etc.

Tais prejuízos foram em parte recuperados, no ano de 2021, por meio da retomada das aulas presenciais (em meio à pandemia, mas com ações sugeridas pela medicina) e das inovações implementadas. O coronavírus causa perdas, medo, dor e tristeza, mas oportuniza aprimorar processos e procedimentos.

Por isso, a Fundação Municipal de Educação priorizou para as aulas presenciais de 2022:


1) Cumprir os protocolos de higiene (decreto nº 1.669 de 11/1/2022) para que a escola continue espaço seguro;


2) Fortalecer o vínculo dos estudantes com a escola - somos referência estadual - por meio do monitoramento diário dos principais indicadores educacionais e da intervenção imediata do diretor de escola, da equipe multiprofissional e da Rede de Proteção Social;


3) Resgatar as aprendizagens por meio da revitalização dos principais fatores que a influenciam (esforço, reforço, foco, método, famílias e disciplina), da adequação das incumbências dos professores, pais, diretores, secretários e estudantes; da criação de bônus para os que cumprem (incumbências), para os assíduos e para os que contribuem para melhorar o Ideb. Aperfeiçoar o reforço no contraturno, a Prova Tubarão, o Currículo Enxuto, os planejamentos e as aulas em novo formato e a merenda escolar – que somos referência nacional;


4) Manter zerada a fila para educação infantil - somos referência estadual - e botar em funcionamento quatro novos centros de educação infantil: Thereza Rosendo da Silva (antiga escola Mauá) e Dorivalda Campos (antiga escola Angélica Cabral), no início do ano, e os CEIs São João e São Martinho, no fim do ano. Adotar apostilas para professores, estudantes e pais do pré-escolar I (já instituímos no pré II) e as orientações para a estimulação pré-natal;


5) Acelerar o futuro dos estudantes por meio, principalmente, da inclusão digital. Os tablets oportunizarão aprofundar temas em estudo. O Geração 2050, em parceria com o Senai (desenvolver softwares) e a Robótica, em parceria com o IFSC, para estudantes dos 8º e 9º anos do ensino fundamental.

Proporcionamos cuidados e ações que oportunizam futuro promissor para todos os estudantes.

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