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MATHEUS MADEIRA

20/03/2026 06:00

É proibido fazer oposição à direita em SC?

Em uma semana, o tabuleiro político de Santa Catarina foi sacudido algumas vezes e as peças voltaram mais ou menos ao mesmo lugar. A pré-candidatura de João Rodrigues (PSD) ao governo esteve por um fio, mas voltou a se consolidar com o anúncio de desfiliação do prefeito de Florianópolis, Topázio Vieira. João segue concorrendo, mas deixou que ficasse clara a existência de uma dissidência interna que, ao que se vê, não é pequena. Também houve chuvas e tempestades no PP, que reuniu prefeitos e pré-candidatos a deputado para defender alinhamento ao projeto de Jorginho Mello (PL). Dias depois, o senador Esperidião Amin assumiu a presidência estadual para dar conta de administrar uma sigla que, sem decidir, parece decidida pelo caminho mais simples, que é sempre o da reeleição. O fato é: PSD e PP, mesmo sem espaço na chapa majoritária, não estão convictos da ideia de fazer oposição à “quase chapa pura” do PL. Não dá para discutir que ser da bancada governista tem vantagens que a oposição jamais ofereceria, mas a história vai registrar um momento em que políticos históricos de direita, como Amin e João Rodrigues, tiveram seu direito de fazer política interditado por uma chapa que foi buscar Carlos Bolsonaro no Rio de Janeiro.

A carta de Topázio
A carta de desfiliação de Topázio Vieira deixa claro o pensamento de que se alinhar a Jorginho é a única opção para quem pretende ser de direita em Santa Catarina. É uma posição que jamais seria imaginada há pouco mais de dez anos, quando o então deputado federal Jorginho Mello era da base de apoio do governo Dilma.
 

A carta de Bornhausen
Vale registrar que quem também deixou o PSD foi Paulinho Bornhausen, atualmente secretário estadual de Articulação Internacional. Ao que consta, está descolando a trajetória da do pai, o ex-governador Jorge Bornhausen, de 92 anos.

A carta de Ismael?
Quem corre o risco de seguir o mesmo caminho é o deputado federal Ismael, que está, segundo a imprensa, de malas prontas para trocar o PSD pelo PL.

O Novo no governo
Arão Josino (Novo) vai renunciar ao cargo de prefeito de Ascurra para assumir o posto de secretário de Estado da Administração. Temos visto prefeitos que deixam seus mandatos para concorrer a cargos eletivos, mas para assumir um cargo comissionado é algo incomum.

Diário do Sul
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