Faz algumas semanas que as conversas de bastidores da política catarinense apontam que João Rodrigues poderia desistir de concorrer ao governo de Santa Catarina. Está chegando o limite do prazo para a renúncia à prefeitura de Chapecó e a decisão não pode mais ser postergada. Porém, os bombeiros do PSD apontavam que a convicção com que João tocava a pré-campanha provaria que a possibilidade estaria descartada. Ontem surgiu o estopim da reviravolta: Topázio Neto, prefeito de Florianópolis, anunciou que fica no PSD, mas apoia a reeleição de Jorginho Mello. A frase, claro, configura uma esculhambação partidária. O prefeito da capital fica na sigla mas fará campanha ao principal oponente. Nada, no entanto, que já não fosse público há muitos meses – inclusive com o momento em que Topázio se assanhou para ser vice de Jorginho. João Rodrigues admitiu a possibilidade de desistir. A manifestação de Topázio talvez tenha tornado evidente uma sensação de isolamento que já estava sendo construída, tijolinho por tijolinho. E agora?
Plano Raimundo
Os rumores da última semana apontavam para a possibilidade de uma candidatura de Raimundo Colombo, ficando no PSD ou migrando para o MDB. O ex-governador sempre pareceu mais propenso a ser candidato a uma cadeira na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados. O jogo mudou e seu posicionamento passa a ser decisivo.
Plano MDB
Uma outra possibilidade passaria a ser uma candidatura “nativa” do MDB, com Carlos Chiodini ou Antídio Lunelli, e o apoio do PSD. Uma forma de unir as duas maiores vertentes da consulta aberta a que o Manda Brasa está concorrendo: casar com o partido de Julio Garcia e ter candidato próprio.
Plano Julio
A possibilidade de Julio Garcia abandonar o plano de ser deputado federal e assumir o posto majoritário parecia distante, mas foi lançada por ninguém menos que Jorge Bornhausen, em coletiva de imprensa. Não pode ser desconsiderado, portanto.
A porta aberta
O fato é que Jorginho Mello tenta construir sua campanha com o apoio de PL e Novo e dissidências na maior parte das siglas. No MDB, no PP e no União elas já eram bem claras. Agora surgirão as do PSD.