Quem acompanha o futebol sabe bem o que é um “W.O.”. A abreviação de “walkover” (vitória fácil, em inglês) é um termo esportivo que indica a vitória de um competidor ou equipe devido à ausência de adversário. Aparentemente é o que Jorginho Mello tentou implementar em Santa Catarina. Com a força da máquina política, o governador fez uma chapa de extrema-direita, com PL e Novo. Buscou o apoio de PSD, MDB e Federação PP/ União com propostas indignas para a história de cada sigla. A ideia clara era inviabilizar a formação de chapas adversárias. O contra-ataque foi anunciado ontem, com uma chapa que terá João Rodrigues (PSD), um vice do MDB e Esperidião Amin (PP) como candidato único ao Senado. Não será uma missão simples, já que Jorginho fez questão de plantar dissidências em todas essas siglas quando viu que não conseguiria as atrair para a sua aliança. Surge um cenário de três candidaturas significativas: Jorginho, João e Gelson Merisio (PSB), que terá o apoio de partidos do centro à esquerda, como PDT, PT e Psol. É impossível negar o favoritismo que todo candidato à reeleição tem, mas a construção de chapas alternativas com coligações robustas é um cenário do qual o governo tentou fugir.
O vice do MDB
O nome mais provável para a vice de João Rodrigues é o de Carlos Chiodini, que não pretende buscar a reeleição à Câmara dos Deputados e pretendia ocupar essa mesma posição na chapa de Jorginho. Isso antes de o partido ser convidado a se retirar da composição para abrigar Adriano Silva (Novo).
Ex-governadores
No anúncio da chapa de João Rodrigues, chamou a atenção a presença de três ex-governadores à mesa: além de Amin, estavam lá Eduardo Pinho Moreira (MDB) e Raimundo Colombo (PSD).
A chapa da esquerda
Gelson Merisio será anunciado como novo filiado do PSB em breve. Provavelmente terá como vice um nome do PT – e a ex-deputada federal Luci Choinacki surge como favorita. Ao Senado, a disputa deve ter Décio Lima (PT) e Afrânio Boppré (Psol).