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MATHEUS MADEIRA

10/04/2026 06:00

“Isso não acontece aqui em Tubarão”

Sempre que se fala em estabelecer políticas públicas de combate ao racismo, o argumento aparentemente inocente aparece: não precisamos disso porque vivemos em um lugar imune a esse tipo de discriminação. Infelizmente, não chega a ser nem uma meia-verdade. Há um vídeo nas redes sociais em que uma mulher ofende violentamente uma atendente de loja com palavras racistas e xenofóbicas aqui em Tubarão. A indignação dos comentários das postagens deixa claro que a grande maioria da sociedade entende que o ato é inaceitável. Mas não dá para fechar os olhos ao óbvio: a agressão existe e se sustenta na percepção que a própria agressora deixa claro: “Não vai dar em nada”. Cabe ao Poder Público assumir a sua responsabilidade e enfrentar o tema: estabelecer campanhas de conscientização, dar amparo às vítimas e punir os criminosos com o rigor que a lei já prevê. Racismo e xenofobia são crimes inafiançáveis. Varrer o caso para baixo do tapete só vai estimular a sensação de impunidade. 

Os times inteiros de Jorginho
Com o fim do prazo de filiações e desincompatibilizações, dá para ter ideia do quadro em que está sendo desenhada a eleição em Santa Catarina. O governador Jorginho Mello, que já vinha montando chapas proporcionais robustas no PL e no Republicanos, deu gás na montagem dos times também do Podemos e do Novo. Deve ser a aliança que dará suporte à sua busca pela reeleição, com Adriano Silva (Novo) como vice, Caroline de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL) ao Senado.
 

Os dissidentes de Jorginho
Também parece claro que o governador investirá na estratégia de rachar partidos que não devem estar nas suas fileiras, como União, PP e MDB. Em todos os partidos, há deputados que buscarão um novo mandato e deixam claro que estarão com Jorginho, ainda que suas siglas componham a chapa de João Rodrigues (PSD). O vice de João será indicado pelo MDB, com Carlos Chiodini e Volnei Weber sendo lembrados. Ao Senado, apenas Esperidião Amin (PP).

A chapa da esquerda
Gelson Merísio foi para o PSB, como se esperava. Sua vice pode ser Ângela Albino (PDT) ou alguém indicado pelo PT. Para o Senado, os nomes são Décio Lima (PT) e Afrânio Boppré (Psol).

Diário do Sul
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