Preciosos momentos de enlevo nos são proporcionados ao ouvir as belas músicas francesas do século passado. Tanto pela musicalidade como pelas poéticas e amorosas letras da grande maioria das melodias.
Mas, dentro deste contexto, chamam-nos a atenção algumas letras picantes que nos remetem a intimidades do sexo:
Na música “Elle était si jolie” (Ela era tão bonita), lê-se e ouve-se “elle était si jolie, que je n’osais l’aimer”. (ela era tão bonita, que não ousei amá-la).
Na melodia “La bohème (A boêmia): “moi que criait famine et toi que posait nue” (eu que chorava miséria e você que posava nua).
Já na música “Je t’aime, moi non plus” (Eu te amo, não mais que eu), a letra, cantada por um homem e uma mulher, explicitamente nos remete a um diálogo mantido pelo casal, em um intercurso sexual.
Por isso, foi proibida pelo Vaticano e posteriormente por vários países, inclusive no Brasil (atualmente aqui liberada).
Aqui no nosso país temos algo similar nas músicas compostas pela genial, querida e saudosa Rita Lee:
Em Lança perfume: “Vem cá, meu bem / Me descola um carinho / Vê se me dá o prazer de ter prazer comigo”.
Em Mania de Você: “Meu bem, você me dá água na boca / Vestindo fantasias, tirando a roupa”.
Em Rosa choque: “E nem só de cama vive a mulher”.
Em Mania de você: “Nada melhor do que não fazer nada / Só pra deitar e rolar com você”.
Pelo que sabemos, Rita Lee não teve nenhuma criação sua censurada.