Um inquérito policial foi aberto, pela Polícia Civil de Braço do Norte, para apurar denúncias de aglomeração na prefeitura de Grão-Pará durante a quarentena.
Segundo a polícia, acusações apontaram que servidores municipais não ligados diretamente aos serviços essenciais estariam cumprindo suas jornadas presencialmente.
Ontem, uma equipe da Polícia Civil esteve na prefeitura e no prédio da Fundação Municipal de Meio Ambiente para averiguar a situação e ouvir os funcionários. Durante a fiscalização, segundo a polícia, foram encontradas mais de 20 pessoas trabalhando em áreas distintas.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, após o inquérito ser instaurado, diligências seguirão a fim de verificar e apontar as responsabilidades. Na noite de ontem, o DS ouviu o secretário de Administração e Fazenda de Grão-Pará, e coordenador municipal da Defesa Civil, Dione Heinzen, sobre o caso.
Segundo Dione, desde o início da quarentena, a prefeitura de Grão-Pará vem trabalhando com um número reduzido de servidores e o atendimento ao público, de forma presencial, é feito somente em casos de extrema urgência.
“Ontem, tínhamos aqui cerca de 15 pessoas trabalhando em salas diferentes e em menor número. Continuam funcionando somente os setores que consideramos essenciais, como o da Defesa Civil, e de empenho e de compras, inclusive para fazer a aquisição de medicamentos e outros itens por conta da covid-19. Todos estamos usando máscaras e disponibilizamos álcool gel em todas as partes da prefeitura”, explicou o secretário.
Ainda segundo Dione, por conta dessa fiscalização, a prefeitura vai cortar ainda mais o número de servidores nos próximos dias para poder continuar funcionando.
Guilherme Corrêa