O caso da mulher grávida de seis meses que teria pulado de um carro em movimento será investigado. Segundo denúncia, a vítima, de 30 anos, teria sido ameaçada por um motorista de aplicativo durante uma corrida em Tubarão.
Para fugir, ela saltou do veículo. Horas mais tarde, o motorista procurou a delegacia e apresentou uma versão diferente dos fatos.
Conforme o registro feito aos policiais, a jovem relatou que solicitou pelo aplicativo que fosse levada até seu local de trabalho. No trajeto, o motorista teria mudado a rota. Assustada, ela começou a gritar. O condutor, por sua vez, teria mandado ela ficar quieta, travado as portas e dito que a mataria se não parasse de gritar.
Foi quando, segundo a versão da mulher, ela conseguiu destravar uma das portas e pular do carro em movimento. Com a queda, ela teve ferimentos, e foi encaminhada ao Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), acompanhada do marido. Alguns instantes depois, o motorista foi localizado na delegacia.
Para a polícia, o homem deu outra versão da história. Ele contou que foi acionado para a corrida por um homem. Contudo, quem entrou no carro foi a mulher. Alguns instantes após iniciar o trajeto solicitado, a mulher começou a gritar. “Ele disse que não conseguia entender o que ela dizia, pois ela é estrangeira”, fala um policial.
Em seguida, ainda na versão do motorista, a mulher teria aberto a porta e pulado. O homem, então, parou o carro para prestar socorro. Contudo, contou que logo em seguida um veículo preto parou ao lado dela, e ela entrou. “Ele disse que ficou com medo de ser um golpe ou um assalto, e acabou saindo do local. Depois, informou que relatou o caso no aplicativo e procurou a delegacia”, diz um policial.
O caso registrado na quinta-feira à noite será investigado pela Polícia Civil. Conforme a delegada Carolini de Bona Portão, da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (Dpcami), até o fechamento desta edição o caso ainda não havia sido analisado pela especializada.
Daiane Fernandes