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Alto número de violência doméstica exige atenção

Em 2021, foram 1.148 casos em Tubarão. Neste ano, em sete meses, já são 800 boletins

05/08/2022 06:00

Quase 800 boletins de ocorrência registrados neste ano pela Polícia Civil de Tubarão foram de casos de violência doméstica.


O dado preocupante é referente ao período entre 1º de janeiro e a última terça, 2 de agosto, e escancara a difícil realidade enfrentada por muitas tubaronenses diariamente. “Infelizmente, os números atuais comprovam a grande incidência do cometimento de crimes contra as mulheres, no âmbito doméstico e familiar. São situações que merecem e necessitam de combate imediato”, aponta a delegada regional de Tubarão, Carolini de Bona Portão.


Os boletins registrados neste ano já representam quase 70% do total de BOs lavrados desses casos durante todo o ano passado pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (Dpcami) de Tubarão. Em 2021, a Dpcami registrou 1.148 casos de violência contra a mulher na Cidade Azul.


“A Polícia Civil desempenha papel de suma importância nesse cenário e vem diuturnamente realizando ações que objetivam angariar autoria e materialidade aos crimes já cometidos, a fim de que os autores sejam devidamente e exemplarmente punidos”, explica Carolini.  


Além disso, a Polícia Civil desempenha ações objetivando o apoio às vítimas e familiares, por meio de projetos que oferecem atendimento psicológico e encorajamento às mulheres, para que consigam romper o ciclo de violência, principalmente com as denúncias. “Qualquer cidadão que tenha conhecimento de mulheres que estejam sendo vítimas de violência doméstica pode e deve realizar a denúncia por meio do canal 181, sendo garantido o mais absoluto anonimato”, ressalta a delegada.


Lei completa 16 anos

A Lei Maria da Penha completa 16 anos neste domingo, dia 7. Antes, a violência contra a mulher era tratada como crime de menor potencial ofensivo, e quase sempre a pena do agressor era convertida em prestação de serviço à comunidade. Na maioria dos casos, os agressores são pessoas próximas das vítimas, como maridos, namorados, companheiros.


Somente neste ano, Santa Catarina já registrou 31 feminicídios, quase 35% a mais do que no mesmo período do ano passado. O Brasil ocupa o 5º lugar no ranking mundial de feminicídio, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH). O país só perde para El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia em número de casos de assassinato de mulheres.

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