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Vitória na luta contra o câncer de mama

05/10/2019 06:00

Ela tem 36 anos, é atriz, professora, casada e mãe de dois lindos filhos. A história aparentemente normal de uma mulher nesta faixa etária poderia ser diferente para Patrícia Teixeira de Souza, de Tubarão, se a descoberta logo no começo do câncer de mama e o tratamento pelo qual passou não tivessem dado certo. Mas deu, e hoje, em pleno Outubro Rosa, ela conta que, junto de tudo isso, o apoio da família, principalmente do marido, Emanuel, foi fundamental para que sua história tivesse um final feliz.


O primeiro sinal da doença, por ironia do destino, apareceu justamente num mês de outubro, ainda em 2011, aos 29 anos, quando, ao fazer uma massagem, a própria massagista percebeu um caroço. “Como eu achei que aquilo era normal, porque era comum um nódulo no meu período pré-menstrual, não liguei. Mas o mês passou, e ele não sumiu. Então, minha mãe me levou ao médico. Na primeira ultrassonografia, ele falou que tinha 90% de chance de não ser câncer. Mas não nos convencemos e fomos em busca de mais uma opinião”, lembra.


“Foi quando conheci o médico mastologista Luciano Rangel. No primeiro exame, ele já fez uma punção, e na hora resolveu que faria o mesmo procedimento no outro seio. Neste momento, dentro de mim eu já sabia que tinha algum problema. Quando saiu o resultado de que estava com tumor, minha primeira sensação foi sentir meu mundo caindo. Mas, em seguida, pensei: vamos resolver o que tem aí pra resolver”, conta.


Nesta época, Patrícia já tinha uma filha, Sophia, com quase três anos. “No meu caso, tinha que fazer a retirada da mama inteira, então na mesma hora já disse para o médico pra tirar as duas. Com 29 anos, sem histórico na família, com uma vida saudável, era um caso atípico, mas realmente era recomendada a retirada das duas para não ter o risco de a doença voltar”, diz.


Patrícia conta que a doença foi curada já na mesa de cirurgia, com a retirada das mamas. “E foi possível também já fazer a reconstituição da mama. “Fui fazer a radioterapia apenas seis meses após a cirurgia, o que não é comum, mas foi o recomendado na época. Isso tudo foi em 2012. E assim foi. Tive anjos na minha vida, minha família, o dr. Luciano e sua equipe, o dr. Fabrício, que fez a reconstituição mamária, e meus amigos. Quatro meses depois, já estava voltando a dar aulas de dança, e fui voltando a ter minha vida normal”, revela.


Segundo filho

Então, em 2016, curada, ela deu à luz seu segundo filho, Francisco. “Eu não podia amamentar tradicionalmente. Mas mesmo assim consegui amamentá-lo no peito através de um aparelhinho chamado mamatutti, porque a amamentação vai além da questão nutricional, ela tem a parte emocional. Para a família de Patrícia, a cura dela também teve um fator muito importante, seu lado emocional. “Em nenhum momento ela se deixou abater, o alto astral continuou, e ela foi seguindo em frente. Nunca se queixou. Isso nos emocionou muito, e hoje todos comemoramos sua cura”, revela o irmão dela, Murilo.


Outubro Rosa

Em Tubarão, a abertura oficial do Outubro Rosa ocorre neste sábado, por meio de uma caminhada. A saída será em frente à Fundação Municipal de Saúde, na rua Altamiro Guimarães, a partir das 8h30, tendo como fim do percurso a Casa da Cidadania, na avenida Marcolino Martins Cabral. Para participar, é só comparecer ao local.

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