O vereador José Luiz Tancredo, de Tubarão, disse que usou a palavra na sessão da Câmara de semana passada para fazer uma denúncia a respeito, segundo ele, de possíveis irregularidades que teriam sido cometidas no processo seletivo dos ACT’s para 2020 no município.
De acordo com o vereador, a denúncia se fez com base no relatório recebido por quatro professoras que vieram com documentação e fotos comprovando as irregularidades. “Como é nosso papel acatar as denúncias recebidas pela população e apresentá-las na tribuna para averiguação e cobrança de providências, assim o fiz. Inclusive, minha imunidade parlamentar me dá direito a isto”, pontua.
O assunto veio à tona depois que uma professora que realizou a prova do processo seletivo para ACT na rede municipal de Tubarão registrou um boletim de ocorrência contra o vereador. A professora, que preferiu não se identificar, registrou o BO por calúnia e difamação contra o edil, segundo a matéria publicada na edição de ontem no DS.
José Luiz Tancredo diz que o requerimento apresentado solicita que “sejam tomadas as providências cabíveis para identificar os responsáveis e apurar as irregularidades constatadas no Processo Simplificado de Caráter Temporário da Fundação Municipal de Educação de Tubarão, tais como o uso de equipamentos eletrônicos/aparelhos celulares por alguns candidatos durante a realização da prova, a ausência de fiscais em alguns locais de prova, consultas e comunicações realizadas entre candidatos, vulgarmente denominado de ‘cola’, entrega de caderno de questões e rascunhos previamente preenchidos, dentre outras, conforme relatório em anexo”, disse o vereador, referindo-se no final ao dossiê recebido pelas professoras.
Porém, em relação ao BO registrado pela candidata, ele diz que em nenhum momento foi citado qualquer nome, e que até mesmo nas fotos apresentadas no dossiê foi pedido que os rostos não fossem identificados. “Tomei o cuidado de pedir que os rostos das fotos recebidas não fossem identificados, justamente para preservar os possíveis envolvidos. Estas fotos só foram utilizadas por mim para serem anexadas ao requerimento. Não coube a mim qualquer responsabilidade destas fotos terem circulado em redes sociais. Não há qualquer irregularidade no que foi feito na sessão. Cumpri apenas meu papel de legislar e fiscalizar”, pontua.
O vereador ainda pede, no requerimento, que haja a imediata suspensão do certame até o fim das apurações, com a realização de nova prova objetiva. “Por fim, requer à comissão permanente desta Casa Legislativa que reúna os responsáveis e envolvidos no processo seletivo para a tomada de esclarecimentos”, diz o documento enviado.
Registro do BO
De acordo com o boletim, a professora se diz prejudicada perante a sociedade e colegas de trabalho, uma vez que uma foto foi divulgada nas redes sociais “do momento da prova”. Na imagem divulgada, a docente estaria “colando” na hora do certame e, segundo ela, a alegação não é verdadeira. “Realizei a prova do processo seletivo no dia 26 de janeiro de 2020, na escola Manoel Rufino Francisco, sala cinco. Estou me sentindo prejudicada, pois está sendo divulgada nas redes sociais uma foto em que alegam ser momento de cola na hora da prova. Eu apareço nesta foto, e quero registrar que a alegação não é verdadeira. Informo que não houve nenhuma irregularidade, como está sendo divulgado”, afirma ela através do BO.