O turismo de observação de baleias embarcado estará liberado na região da Área de Preservação Ambiental da Baleia Franca entre 15 de agosto e 15 de novembro. A retomada depende do interesse das empresas, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
O ICMBio lançou o chamamento às interessadas no começo deste mês. A autorização ocorreu após estudos preliminares indicarem que a prática do turismo não causa impacto aos cetáceos. Pesquisadores ressaltam, porém, da necessidade de continuar as análises em longo prazo para se obter uma avaliação mais precisa sobre a influência das embarcações nas baleias.
“Nesta temporada das baleias, algumas empresas poderão praticar a observação embarcada como parte de um estudo para a verificação dos impactos desta prática”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Turístico e Portuário, Alex Bondan.
O turismo embarcado de observação de baleias estava interrompido desde setembro de 2019, quando o Tribunal Regional Federal da 4ª Região liberou por apenas 30 dias a atividade, sob o acompanhamento do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Em 2022, uma equipe da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) analisou, através de projeto, o que envolvia a observação de baleias no litoral. O objetivo foi avaliar o efeito do Turismo Embarcado de Observação de Baleias (Tobe) no comportamento das baleias-francas, em uma das principais unidades de conservação da espécie.
Elas estão no litoral
Na última semana, o primeiro sobrevoo da temporada 2023 do Programa de Monitoramento de Cetáceos registrou 61 baleias-francas na costa catarinense. A observação aérea percorreu toda a Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca, desde Florianópolis até Balneário Rincão, estendendo-se até Torres, no Rio Grande do Sul. Foi constatada pela equipe a presença de 26 pares de fêmeas acompanhadas de filhotes e nove adultos sozinhos.