O número de mortes por coronavírus na China aumentou para 26. A agência estatal CGTN divulgou um balanço nessa sexta-feira que eleva para 894 os casos confirmados da doença no país asiático. O governo chinês destacou que 35 pacientes diagnosticados com a infecção estão recuperados e receberam alta.
A tubaronense Daniela Zin Holthausen Lutti mora com a família (marido e dois filhos) há três anos e meio na China e contou que a situação é de apreensão, mas aparentemente tudo sob controle. “Na cidade que eu moro, Shenzhen, tem 14 casos confirmados, mas o governo não divulga detalhes. O que se pede é que as pessoas evitem viajar no período do ano novo chinês (que começou sexta-feira e vai até o fim da próxima semana), alimentem-se com comidas saudáveis, usem máscaras e lavem muito as mãos”, diz.
Daniela conta ainda que “dessa vez eles estão agindo diferente do que na época do surto de SARS, em que omitiram a gravidade da situação”.
“A cidade de Wuhan, foco da epidemia (que tem 11 milhões de habitantes), foi fechada hoje (sexta) pela manhã. Ninguém entra nem sai da cidade. Aeroportos, estações de trem, rodoviárias e pedágios estão fechados. E o governo começou a construir um hospital somente para atender os infectados, com mil leitos, que ficará pronto em uma semana”, destaca a tubaronense.
Daniela falou com o DS pelas redes sociais e disse que estava em Hong Kong, que fica muito perto da cidade onde mora com a família, para o ano novo chinês. “Mas infelizmente, com o coronavírus, todas as festividades foram canceladas. É a primeira vez que passamos por uma situação destas desde que cheguei com a família”.
“Assusta um pouco, porque aqui tem muita gente! Mas está tudo calmo. Quando cruzamos a fronteira de Shenzhen para Hong Kong, tanto do lado da China quanto na entrada de Hong Kong, estavam verificando a temperatura de todo mundo”, conta. “Eu sou mais sossegada, mas meu marido está bem apreensivo!”, pontua.
Casos confirmados
Além da China, há confirmações de infecção por coronavírus em 11 países. Os EUA confirmaram o segundo caso, desta vez em Chicago. Na França, a Europa registrou os dois primeiros pacientes com o vírus, em Paris e em Bordeaux. A Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu o primeiro alerta da doença em 31 de dezembro de 2019, depois que as autoridades chinesas notificaram casos de uma misteriosa pneumonia na megalópole de Wuhan. A epidemia atingiu inicialmente pessoas que tiveram alguma associação com um mercado de frutos do mar na cidade. Ainda não se sabe como se deu a primeira transmissão para humanos.
Micheline Zim