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Transplante: a chance de uma vida nova

21/03/2019 06:00

Uma nova chance. Uma nova vida. Uma nova data de aniversário. Foi assim que Ademar Fernandes de Souza, de 64 anos, resumiu o dia de ontem.


Há um ano e meio, o comerciante luta na sala de hemodiálise para uma melhora do quadro clínico. Tudo começou alguns anos atrás, quando ele recebeu a notícia de que os rins estavam falhando, e o vilão foi a hipertensão.


Os picos de pressão alta afetaram os rins do paciente, fazendo com que ele tivesse que entrar na fila de transplante, que seria a única opção para uma melhora na qualidade de vida. Por volta de 11h, ainda no trabalho, ele recebeu uma ligação que mudou a sua vida. “Eu ganhei na loteria! Ainda estou voando”, descreve Ademar.


Toda uma mobilização foi montada pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) para que o paciente pudesse chegar a tempo ao Hospital Municipal São José, em Joinville. Junto com uma intermediação do 5º Batalhão da Polícia Militar de Tubarão, foi disponibilizado um voo de helicóptero do Serviço Aeropolicial (Saer Sul) para a operação.


Com apenas dois meses na fila de transplante, o médico diretor-técnico da Fundação Municipal de Saúde, Filipe Bittencourt, conta que a sorte tem que estar a seu favor. “A fila é um coringa, a gente nunca sabe quando vai ser chamado. Pode estar na fila há anos, ou há apenas uma semana. E quando isso acontece, nós fazemos de tudo para que o paciente consiga fazer o transplante”, relata.


A expectativa de todos é que tudo dê certo. A esposa de Ademar, Lelia Margut de Souza, tem certeza de que tudo vai ocorrer bem. “Ele vai parar de sofrer com hemodiálise. Quero a saúde dele, que é nosso bem maior”, afirma.

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