Maciel Brognoli/DS Num ato de solidariedade, Manoel Alderino, conhecido em Tubarão como “Poeta Peregrino”, chamou atenção de um morador da cidade. Compadecido ao ver mulheres e crianças indígenas vendendo cestas, o Poeta Peregrino disponibilizou seu triciclo para auxiliar nas vendas dos artesanatos.
A ação foi flagrada por Maciel Brognoli. Ele conta que os indígenas são do Paraná e estão em Tubarão, vivendo debaixo do viaduto no bairro Humaitá, enquanto vendem suas cestas coloridas. “O Poeta, homem de bom coração e um eterno preocupado com as necessidades dos menos providos, ao saber da triste situação, prontificou-se a ajudar o grupo, disponibilizando força de trabalho e seu ‘triciclo barco’ para transitar pela cidade e oferecer os artesanatos aos tubaronenses”, conta Maciel.
O grupo de mulheres vive da arte do artesanato e depende da venda de seus produtos para alimentar as crianças e ter condições financeiras de retornar à cidade natal. “O problema é que quase ninguém compra os produtos, e o grupo mal consegue adquirir os alimentos de que necessita para sobreviver e sustentar, principalmente, as crianças”, relata Maciel.
O tubaronense conta que a atitude do Poeta lhe comoveu e resolveu ajudar de alguma maneira, divulgando a história na internet. “A intenção é reunir corações ao Poeta Peregrino. Corações cheios de amor e compaixão, e que desejam, de alguma forma, ajudar essas mulheres e crianças. Os artesanatos custam entre R$ 15 e R$ 30. Elas necessitam também de roupas e alimentos”, descreve Maciel.
Como ajudar
Para ajudá-las, segundo Maciel, é possível encontrá-las durante o dia transitando pelo Centro da cidade na companhia do Poeta Peregrino. No período noturno, elas voltam a ter como “teto” o viaduto da BR-101, no bairro Humaitá.