Cresce a expectativa de paralisações de caminhoneiros em Santa Catarina. Isso porque as manifestações populares marcadas para o feriado da independência, nesta terça-feira, em todo o país, devem se estender às rodovias.
Na pauta, os manifestantes pedem, sobretudo, impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e voto impresso.
De acordo com o empresário Riberto Lima, de Tubarão, presidente do Setram (Sindicato das Empresas de Logística e Transportes de Cargas da Região da Amurel), em momento algum as entidades oficiais que representam o setor indicaram uma paralisação.
“Não somos contrários a quem quiser se manifestar, com certeza deve haver algum movimento isolado de alguma associação ou liderança, mas temos a garantia do ministro Tarcísio de que as rodovias serão liberadas. Não somos contra o movimento, somos contra o radicalismo de trancar a rodovia, e ele tem nos garantido que a polícia irá desobstruir se houver necessidade”, comenta.
“O próprio representante oficial dos autônomos, presidente da CNTA (Confederação Nacional dos Transportes Autônomos), Dilmar Bueno, também é contrário à paralisação. Se alguém achar por bem parar, não terá o direito de impedir quem quer produzir e quem quer transitar”, pontua Riberto.
Ari Rabaiolli, presidente da Fetrancesc, também disse que a federação é contrária à paralisação. “Entendemos que uma paralisação neste momento, em que ainda estamos passando pela pandemia, seria muito prejudicial para toda a sociedade”, reitera.