O salão nobre da Unisul recebe, a partir das 8h30 de hoje, a 11ª edição do seminário que relembra a enchente de 1974. A tragédia, que completa 45 anos no domingo, destruiu Tubarão e provocou a morte, oficialmente, de 199 pessoas.
A programação do evento prevê o destaque de três eixos: a memória, a prevenção e a reação eficiente a novas catástrofes. “Quando a gente esquece uma tragédia como essa, que vitimou tantas pessoas, a gente também esquece o que pode ser feito para evitar que o mesmo problema cause tanta destruição. Por isso, temos que fazer com que a enchente de 74 não saia da memória coletiva”, explica o professor Maurício da Silva, um dos organizadores do seminário.
Desde o primeiro seminário, a prevenção e a reação eficiente ocupam um espaço de destaque no evento. “Muito vem se falando na obra de desassoreamento do rio Tubarão, mas o projeto, que vem sendo feito pelo governo do Estado há cerca de cinco anos, ainda não está pronto. Só com isso em mãos o município consegue correr atrás de verba para efetivamente fazer algo”, conta Maurício.
Há duas semanas, o governador Carlos Moisés esteve em Tubarão e ouviu, do próprio Maurício e de outras lideranças, a necessidade de fazer com que o desassoreamento vire realidade. “Já foram feitas audiências públicas em Tubarão, Capivari de Baixo e Laguna. O que queremos é que o projeto traga soluções, sem fazer com que os outros municípios, que contam com o rio Tubarão, sejam prejudicados”, afirma.
Sobre a reação eficiente, Maurício conta que o município já tem planos de fazer simulações envolvendo escolas e também as comunidades. “A Defesa Civil faz palestras em escolas sobre o tema, mas queremos ampliar esse conhecimento. A ideia é fazer simulações, para que a população possa saber o que fazer e como agir caso Tubarão passe por uma nova enchente. Ainda não há data prevista para que isso aconteça, mas é algo planejado, necessário, e queremos colocar em prática o mais breve possível”, relata o professor Maurício.
PROGRAMAÇÃO
A programação do 11º do Seminário “Memória, prevenção e reação eficiente”, aberto à comunidade, começa às 8h30, no salão nobre da Unisul, com o pronunciamento das autoridades. Depois, acontece a apresentação de fatos novos sobre as cheias do rio Tubarão registradas no livro “TubaNharô: O Pai Feroz”, do médico Irmoto José Feuerschuette. Às 9h15, será apresentado o projeto executivo, ambiental e de licenciamento para a redragagem do rio Tubarão, com o posicionamento de engenheiros e do governo do Estado sobre os encaminhamentos da obra.