O 11º seminário que marca a passagem dos 45 anos da enchente de 1974 contou com a participação de um grande público, no salão nobre da Unisul, em Tubarão, na sexta-feira. O evento foi aberto com o pronunciamento das autoridades, dentre elas o prefeito em exercício Caio Tokarski.
Caio agradeceu a todos pelo esforço e dedicação demonstrados durante a tragédia que, oficialmente, matou 199 pessoas. “Foi um fato de que marcou a nossa história e transformou a vida de muitas pessoas. Graças ao povo guerreiro e batalhador, a cidade rapidamente foi reconstruída”, ressaltou.
O médico Irmoto Feuerschuette, prefeito da cidade na época, confirmou que aquele “foi o pior período que a cidade viveu, já que teve mais da metade de seu território destruída”. O médico abriu o seminário com a apresentação de fatos novos sobre as cheias do rio Tubarão registrados no livro “TubaNharô: O Pai Feroz”, que ele lançou em 2018.
O diretor-presidente da Fundação Municipal de Educação e presidente do Conselho de Segurança de Tubarão (Conset), Maurício da Silva, ressaltou que relembrar o fato é também uma forma de prevenção. “Quando esquecemos uma tragédia, acabamos relaxando com os preventivos e isso significa que estamos mais próximos da próxima, por isso, é preciso estar em permanente vigilância”, atesta.
PLANEJAMENTO PARA O FUTURO
O desassoreamento do rio Tubarão foi também tema abordado durante o seminário. O secretário de Estado da Defesa Civil, João Batista Cordeiro Júnior, demonstrou que o governo está flexível para fazer as correções no projeto, apontadas pelos engenheiros que integram a comissão de acompanhamento da redragagem. O aditivo para o reparo do projeto inicial também foi confirmado. Uma reunião para discutir as modificações do projeto foi marcada para abril e, nela, engenheiros das entidades que compõem a comissão da redragagem e representantes do governo do Estado vão analisar as melhores alternativas para efetuar o desassoreamento do rio.