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Reitoria volta a defender necessidade de parceria

Gabinete da universidade diz que apoio da comunidade é imprescindível

16/03/2019 06:00

O gabinete da reitoria da Unisul se manifestou, na sexta-feira, sobre a necessidade de investimentos para poder reorganizar e modernizar a estrutura acadêmica. A nota, divulgada para a imprensa, deixa claro que a universidade não tem como se revigorar financeiramente sozinha.


Segundo a nota, eventuais investimentos trarão resultados significativos à Unisul e à região, “porque significará a revitalização da estrutura acadêmica e do fôlego financeiro necessário ao bom andamento das atividades acadêmicas”.


O comunicado diz ainda que o cenário educacional brasileiro sofreu transformações rápidas e profundas com as facilidades proporcionadas pela tecnologia. “A Unisul, com recursos de investimentos e para custeio, poderá reorganizar e modernizar suas estruturas acadêmicas, criando novas alternativas de formação profissional,  assim como o aumento de seus quadros de alunos e professores, o que significará um ganho qualitativo para as regiões onde a Unisul atua, salientou”, explica o gabinete.


Em um trecho do comunicado, o gabinete da reitoria diz que a Unisul, neste momento, não tem fôlego sozinha para revigorar-se em nível financeiro e de investimento. O texto destaca ainda que a instituição tem nota máxima na avaliação do MEC – cinco –, e que isso deve viabilizar parcerias ou alternativas de investimentos.


O comunicado segue relatando que as estratégias em busca de soluções estão seguindo trâmites específicos, dependendo da modalidade e dos rituais inerentes ao modelo fundacional, “o que exige um conjunto de procedimentos e a necessidade de se manter as conversações reservadas, em determinados momentos”, salienta o gabinete.


Por fim, a nota ressalta que a universidade não está medindo esforços para enfrentar a situação e pede o apoio da comunidade universitária e externa. 

BUSCANDO SOLUÇÕES

As dificuldades financeiras que a Unisul enfrenta nos últimos anos se agravaram no ano passado. Os atrasos nos salários dos funcionários e o bloqueio de contas da instituição foram notícias em todo o Estado. Em maio, a Justiça do Trabalho determinou o bloqueio de R$ 6,6 milhões das contas da universidade, para garantir o pagamento integral dos salários atrasados. Em setembro, a Vara do Trabalho de Palhoça determinou outro bloqueio na conta da Unisul.


A Unisul, aos poucos, foi encontrando alternativas para tentar quitar os débitos. Parte dos pagamentos foram agendados, parcelados e efetuados, cronograma que gerou descontentamento por parte do Sindicato dos Professores e auxiliares de Administração Escolar de Tubarão (Sinpaaet). A Câmara de Vereadores de Tubarão formou uma comissão para acompanhar a situação e buscar soluções.


Rumores de que a universidade seria vendida tomaram força em 2018, o que foi negado pelo reitor Mauri Luiz Heerdt. Em carta enviada aos colaboradores em maio, Mauri explicou que a Unisul busca parcerias para conter a crise. “Não buscá-las significaria deixar ao acaso nosso bem mais precioso: as pessoas. Evidentemente, há infinitas possibilidades e formatos de parcerias”, disse na carta.

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