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Quarta-feira de Cinzas inicia Quaresma

Para o pároco Eduardo Rocha, da catedral de Tubarão, período de reflexão é um dos preparativos para a Páscoa

26/02/2020 06:00

A palavra Quaresma vem do latim Quadragesima, que faz referência aos 40 dias que antecedem a maior festa cristã: a Páscoa. Quarenta também lembra os dias que Jesus ficou no deserto, Moisés e Elias no monte, os dias do dilúvio, 40 anos de peregrinação no deserto, 40 dias entre ressurreição e ascensão etc. Assim, a Quaresma dura 40 dias; começa hoje, na Quarta-feira de Cinzas, e termina no Domingo de Ramos. Para marcar a Quarta-feira de Cinzas, hoje ocorrem missas na catedral às 6h30 e às 19h30.


Segundo o padre Eduardo Rocha, pároco da catedral de Tubarão, “é um tempo de conversão que a igreja marca para nos preparar para a grande festa da Páscoa, a festa da vitória, da ressurreição de Jesus, que também será nossa. É tempo para nos arrependermos dos nossos pecados e de mudarmos algo de nós para sermos melhores”.


“Na Quaresma, Cristo nos convida a mudar de vida. A Igreja nos convida a viver a Quaresma como um caminho a Jesus Cristo, escutando a Palavra de Deus, orando, compartilhando com o próximo e praticando boas obras. Nos convida a viver uma série de atitudes cristãs que nos ajudam a parecer mais com Jesus Cristo, já que por ação do pecado nos afastamos mais de Deus”, comenta o padre.


Três atitudes devem ser vividas de forma mais intensa na Quaresma: oração, jejum e esmola. “A Quaresma é tempo de oração, de uma prece mais intensa, mais prolongada, mais assídua, mais capaz de cuidar das necessidades dos irmãos; prece de intercessão, para interceder perante Deus por tantas situações de pobreza e de sofrimento. O jejum comporta a opção por uma vida sóbria, no seu estilo; uma vida que não esbanja, uma vida que não “descarta”. Jejuar nos ajuda a adestrar o coração à essencialidade e à partilha. A esmola nos ajuda a viver a gratuidade do dom, que nos liberta da obsessão da posse, do medo de perder aquilo que se tem, da tristeza de quem não quer compartilhar com os outros o próprio bem-estar”, ensina o padre Eduardo.


“A Quaresma também é tempo de perdão e de reconciliação fraterna. A cada dia, durante a vida, devemos retirar de nossos corações o ódio, o rancor, a inveja, os zelos que se opõem ao nosso amor a Deus e aos irmãos. Na Quaresma, aprendemos a conhecer e a apreciar a Cruz de Jesus. Com isto, aprendemos também a tomar nossa cruz com alegria para alcançar a glória da ressurreição”, reforça.

Campanha da Fraternidade

No Brasil, no Tempo Quaresmal, também tem início a Campanha da Fraternidade. “É um modo privilegiado pelo qual a Igreja no Brasil vivencia a Quaresma”, pontua o pároco da catedral. Há mais de cinco décadas, ela anuncia a importância de não separar a conversão do serviço ao outro, à sociedade e ao planeta, nossa Casa Comum. A cada ano, um tema é destacado como sinal de que realmente necessitamos de conversão. Neste ano de 2020, o tema é: Fraternidade e vida: dom e compromisso. E o lema: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34). Inspirado na passagem do Bom Samaritano, o objetivo é conscientizar, à luz da Palavra de Deus, para o sentido da vida como dom e compromisso, que se traduz em relações de mútuo cuidado entre as pessoas, na família, na comunidade, na sociedade e no planeta.

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